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Com o povo na rua contra Lula, jornais voltam a falar de covid-19

 
Por Cristian Derosa
Médicos e infectologistas classificam nova onda de matérias como "bioterrorismo", alertando para a falta de razões para pânico
Depois da forte reação popular das ruas diante do resultado das eleições, que são questionadas por ampla parcela da população, os jornais voltaram a falar em covid-19, ao relatarem a "nova subvariante da omicrom". Segundo médicos que lidam com a doença desde o início, porém, não há motivo nenhum para alarde.
Especialistas consultados pela mídia voltaram a falar em aumento da cobertura vacinal, mesmo sem evidências de efetividade das vacinas contra covid-19 para a nova variante. De acordo com o imunologista Roberto Zeballos, assim como as variantes anteriores, esta é extremamente leve e traz apenas sintomas gripais.
O infectologista Ricaro Zimmerman criticou o alarde da imprensa por meio de especialistas, o que classificou como "bioterrorismo". As novas variantes voltaram aos jornais em um momento em que a população vai às ruas para protestar contra a vitória de Lula nas eleições, em um pleito repleto de suspeitas que viraram destaque internacional.
Jornais ocultaram falsas mortes de covid
Nesta quinta-feira (10), o Brasil Sem Medo noticiou a entrevista com a ex-repórter da TV Globo, Giovanna Mel, que revelou que durante a pandemia colegas foram impedidos de falar a verdade sobre falsas mortes por covid-19.
“Eu recebia denúncias de pessoas que estavam recebendo o diagnóstico de covid, mas morreram de câncer, de acidente de carro e eu mandava para meus amigos jornalistas da Globo e eles falavam: Giovanna, a gente sabe, estamos recebendo denúncias, mas a gente não pode publicar isso”, contou a jornalista, que trabalhou na emissora até o ano de 2018.

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