O mercado financeiro brasileiro foi sacudido nesta sexta-feira (18) por uma combinação explosiva de instabilidade política interna e agravamento das tensões comerciais com os Estados Unidos. O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,73%, cotado a R$ 5,58, enquanto o Ibovespa despencou 1,62%, caindo para 133.364 pontos.
A deterioração do cenário político envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, somada ao anúncio do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros por parte do presidente norte-americano Donald Trump, criou um ambiente de forte aversão ao risco no mercado.
A crise política se intensificou após Bolsonaro ser alvo de nova operação da Polícia Federal, culminando no uso de tornozeleira eletrônica e na proibição do uso de redes sociais. As ordens partiram do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que alegou que o ex-presidente teria feito confissão voluntária relacionada à tentativa de interferência no Judiciário, com possível participação do deputado Eduardo Bolsonaro.
O cenário externo também pesou. Trump reiterou que o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros, válido a partir de 1º de agosto, tem motivações políticas. Ele afirmou que a medida responde à instabilidade institucional brasileira, destacando os processos em curso contra Bolsonaro.
A tensão impactou duramente o mercado acionário: ações da B3 recuaram 5,46%, enquanto empresas como Banco do Brasil (-2,27%), Azul (-8,7%) e Bradesco (-2,56%) também sofreram perdas expressivas. A Vale foi exceção, subindo 0,41% e ajudando a atenuar o tombo do índice. A Petrobras seguiu em queda.
Com o avanço da crise política e as incertezas no campo diplomático, investidores passaram a buscar ativos mais seguros, abandonando a Bolsa brasileira e pressionando o câmbio. Especialistas preveem que a volatilidade deve continuar nos próximos dias, à medida que os desdobramentos políticos e econômicos evoluem.
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