O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, reforçou nesta quinta-feira (24) seu apoio aos policiais militares investigados pelas operações Escudo e Verão, realizadas na Baixada Santista em 2023 e 2024. Em coletiva de imprensa após palestra no Congresso de Operações Policiais, o secretário afirmou que os agentes agiram para enfrentar criminosos e não podem ser tratados como culpados antes do fim dos processos.
“Eu confio e acredito nos meus policiais. Até que se prove o contrário e o trânsito em julgado seja 100% completado, eles são inocentes e são heróis que arriscaram a vida trocando tiros com criminosos, e não matando pessoas”, afirmou Derrite.
Polêmica com imprensa e ONGs
O secretário também rebateu a repercussão de uma palestra em que chamou de “mentirosas” as denúncias contra PMs. Segundo ele, setores da imprensa e ONGs distorceram suas declarações, sugerindo um ataque ao Ministério Público — algo que ele negou.
“O Ministério Público cumpre sua função. Quando encontra indícios de autoria e materialidade de um crime, ele oferece a denúncia, e os policiais se defendem. Quando falei de denúncias infundadas, não mencionei o MP. Essas denúncias vêm de ONGs e setores da imprensa que espalham acusações sem provas”, completou.
Não podemos acusar antecipadamente aqueles que arriscam suas vidas antes de exaurirem as possibilidades de defesa e contraditório. pic.twitter.com/YIqClOQ3dc
— Guilherme Derrite (@DerriteSP) October 23, 2025
Não podemos acusar antecipadamente aqueles que arriscam suas vidas antes de exaurirem as possibilidades de defesa e contraditório. pic.twitter.com/YIqClOQ3dc
— Guilherme Derrite (@DerriteSP) October 23, 2025
Operações Escudo e Verão: contexto das investigações
As duas operações deixaram 84 mortos na Baixada Santista. O Ministério Público apresentou oito denúncias contra 16 policiais militares, alegando que alguns deles teriam matado pessoas desarmadas e alterado cenas de crime.
Derrite, no entanto, insiste no direito de defesa dos PMs e afirma que a presunção de inocência deve prevalecer:
“O policial tem direito à ampla defesa e ao contraditório. Só depois do trânsito em julgado é possível afirmar que houve crime.”
Críticas a organizações de direitos humanos
O secretário também criticou entidades de direitos humanos, afirmando que essas organizações “nunca foram ao velório de um policial”, mas são rápidas em acusar agentes da lei. Derrite ressaltou que a atuação policial nas operações foi voltada ao enfrentamento direto do crime organizado na região.

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