O Brasil deixou escapar uma patente internacional de uma tecnologia considerada promissora para recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular. O motivo: falta de verba para manter o registro no exterior.
A substância, chamada polilaminina, foi desenvolvida na UFRJ e tem potencial para estimular o crescimento de fibras nervosas rompidas após traumas graves na medula espinhal. Em testes experimentais, pacientes voltaram a apresentar movimentos e sensibilidade, algo visto por especialistas como um avanço científico relevante.
Mas a conquista científica esbarrou em um problema clássico: financiamento.
Segundo a pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, responsável pelo projeto, a universidade não conseguiu arcar com as taxas internacionais de manutenção da patente após cortes orçamentários entre 2015 e 2016. Sem pagamento, a proteção fora do país foi perdida automaticamente.
Na prática, isso significa que empresas estrangeiras agora podem explorar a tecnologia sem restrições internacionais. O Brasil mantém apenas a patente nacional, válida por mais dois anos. Depois disso, a exclusividade deixa de existir.
A cientista relatou que chegou a pagar do próprio bolso por um período para evitar a perda total do registro. Ainda assim, não foi possível sustentar os custos por tempo suficiente até a concessão definitiva, que só ocorreu em 2025, após 18 anos de espera.
A polilaminina é produzida a partir de uma proteína natural do organismo, reorganizada em laboratório com material derivado da placenta humana. A proposta é ajudar a reconectar caminhos nervosos interrompidos em lesões medulares, permitindo que impulsos cerebrais voltem a alcançar partes do corpo paralisadas.
Entre 2016 e 2021, oito pacientes com lesões completas receberam a aplicação experimental durante cirurgia. Seis deles apresentaram recuperação parcial ou significativa de movimentos. Em testes com animais, houve retomada da locomoção em diferentes níveis.
Apesar dos resultados, a substância ainda não possui autorização da Anvisa para uso comercial e segue em fases clínicas.
O caso reacende um debate antigo: o Brasil forma pesquisadores, produz ciência de ponta, mas muitas vezes perde o controle sobre suas próprias descobertas por falta de investimento contínuo. O resultado é um paradoxo doloroso — inovação nacional que pode acabar sendo explorada primeiro no exterior.
A substância, chamada polilaminina, foi desenvolvida na UFRJ e tem potencial para estimular o crescimento de fibras nervosas rompidas após traumas graves na medula espinhal. Em testes experimentais, pacientes voltaram a apresentar movimentos e sensibilidade, algo visto por especialistas como um avanço científico relevante.
Mas a conquista científica esbarrou em um problema clássico: financiamento.
Segundo a pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, responsável pelo projeto, a universidade não conseguiu arcar com as taxas internacionais de manutenção da patente após cortes orçamentários entre 2015 e 2016. Sem pagamento, a proteção fora do país foi perdida automaticamente.
Na prática, isso significa que empresas estrangeiras agora podem explorar a tecnologia sem restrições internacionais. O Brasil mantém apenas a patente nacional, válida por mais dois anos. Depois disso, a exclusividade deixa de existir.
A cientista relatou que chegou a pagar do próprio bolso por um período para evitar a perda total do registro. Ainda assim, não foi possível sustentar os custos por tempo suficiente até a concessão definitiva, que só ocorreu em 2025, após 18 anos de espera.
A polilaminina é produzida a partir de uma proteína natural do organismo, reorganizada em laboratório com material derivado da placenta humana. A proposta é ajudar a reconectar caminhos nervosos interrompidos em lesões medulares, permitindo que impulsos cerebrais voltem a alcançar partes do corpo paralisadas.
Entre 2016 e 2021, oito pacientes com lesões completas receberam a aplicação experimental durante cirurgia. Seis deles apresentaram recuperação parcial ou significativa de movimentos. Em testes com animais, houve retomada da locomoção em diferentes níveis.
Apesar dos resultados, a substância ainda não possui autorização da Anvisa para uso comercial e segue em fases clínicas.
O caso reacende um debate antigo: o Brasil forma pesquisadores, produz ciência de ponta, mas muitas vezes perde o controle sobre suas próprias descobertas por falta de investimento contínuo. O resultado é um paradoxo doloroso — inovação nacional que pode acabar sendo explorada primeiro no exterior.

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