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Caso Trancoso explode no Brasil e a mídia olha para fora


Começa a chamar a atenção do público a insistência da velha imprensa, especialmente a de alcance nacional, em ressuscitar o Caso Epstein com manchetes cada vez mais espetaculosas. Não se trata de informar. Trata-se de desviar o foco.
O tamanho, a frequência e o enquadramento das reportagens levantam uma pergunta inevitável: por que esse assunto voltou com tanta força justamente agora? A resposta parece menos jornalística e mais estratégica.
O Grupo Globo, em especial, tem repetido a fórmula: atrelar o caso americano a figuras politicamente sensíveis, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pessoas do seu entorno e, mais recentemente, até o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que chegou a ganhar destaque com foto em capa, mesmo sem qualquer relação direta comprovada com o escândalo.
Coincidência? Difícil acreditar.

O “Epstein tupiniquim” que a imprensa evita
Desde que o Caso Trancoso veio à tona no Brasil — já apelidado por muitos de “Epstein Tupiniquim” —, envolvendo rumores, denúncias e possíveis nomes de autoridades nacionais, a cobertura da velha imprensa passou a mudar de rota.
Em vez de aprofundar investigações locais, cobrar esclarecimentos e pressionar por apuração rigorosa, os grandes veículos passaram a inundar o noticiário com o caso americano, antigo, já amplamente explorado e distante da realidade brasileira atual.
O efeito é claro:
  • tira-se o foco do escândalo nacional
  •  esvazia-se a pressão por investigações internas
  • desloca-se o debate para fora do país
Enquanto isso, o Caso Trancoso permanece nebuloso. Pouco se fala sobre apurações formais, responsáveis, desdobramentos ou mesmo sobre a existência de investigações em andamento. O silêncio contrasta com o barulho feito em torno de Epstein.

Quem a mídia está protegendo?
A insistência em ignorar o caso brasileiro e amplificar o estrangeiro levanta suspeitas legítimas. Afinal, quando a imprensa escolhe o que esconder tanto quanto escolhe o que mostrar, ela deixa de cumprir seu papel fiscalizador.
A pergunta que começa a circular fora das redações é incômoda, mas necessária:
há gente poderosa, inclusive da própria mídia, envolvida no Caso Trancoso?
Não há resposta. E talvez exatamente por isso o assunto incomode tanto.
O jornalismo sério investiga, confronta e expõe, independentemente de onde o escândalo esteja. O que se vê, porém, é uma cobertura seletiva, que protege o que está perto e explora o que está longe.
Enquanto o Caso Epstein é requentado, o escândalo brasileiro segue à sombra. E quando a imprensa prefere o desvio ao enfrentamento, quem perde é a verdade — e a sociedade.

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