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Deputado do PSOL tenta dar voz de prisão em PM durante operação contra tráfico no Carnaval

 
O que era para ser apenas mais uma ação de segurança em meio ao Carnaval acabou virando palco para um episódio lamentável de interferência política em uma operação policial. Durante o bloco Rebu, no Setor Comercial Sul, o deputado distrital Fábio Felix (Psol) afirmou ter sido atingido por spray de pimenta utilizado pela Polícia Militar do Distrito Federal enquanto a corporação atuava para conter suspeitos de tráfico de drogas no local.
Segundo a própria PMDF que representa o estado naquele momento, a confusão começou após a detenção de pessoas suspeitas de comercializar entorpecentes no evento. A organizadora do bloco tentou impedir a prisão, o que elevou a tensão e exigiu atuação firme da polícia para controlar a situação e preservar a ordem pública. Em meio à multidão, o uso do spray foi aplicado como instrumento de dispersão e contenção, procedimento comum em cenários de aglomeração e risco.
Foi nesse momento que o deputado, que estava na rua como folião, decidiu intervir diretamente na ação policial. Em vez de colaborar para reduzir o tumulto, aproximou-se da equipe em plena ocorrência e, após ser atingido de forma indireta pelo spray, partiu para o confronto verbal com os militares.
O episódio ganhou contornos ainda mais graves quando o parlamentar passou a se apresentar como presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF e anunciou que daria voz de prisão ao policial que executava a operação. A cena rapidamente repercutiu nas redes sociais como mais um exemplo clássico de “carteirada” contra agentes de segurança em serviço.
A pergunta que ecoou entre os foliões e nas redes foi simples: quem era a autoridade naquele momento? O deputado em lazer carnavalesco ou o policial responsável por conter suspeitos de tráfico e proteger milhares de pessoas no evento?
A resposta prática foi dada na hora. O comandante da tropa manteve a postura operacional e orientou o deputado a se afastar da ação, deixando claro que a prioridade era garantir a segurança da população, e não atender a pressões políticas em meio a uma ocorrência policial.
É importante destacar que a atuação da PMDF durante o Carnaval tem sido marcada por planejamento, integração e resultados expressivos na prevenção de crimes, apreensão de armas e combate ao tráfico em blocos lotados. Interferir nesse tipo de operação, ainda mais em ambiente de risco, não ajuda a proteger direitos humanos, pelo contrário, coloca em risco a segurança de todos.
O episódio expõe um problema recorrente no país: a tentativa de deslegitimar a ação policial quando ela incomoda determinados setores ideológicos. Enquanto a polícia age para coibir crimes e preservar vidas, surge a narrativa de abuso mesmo quando a intervenção ocorre dentro dos protocolos operacionais.
No fim, o que se viu foi um deputado transformando uma ação de combate ao crime em palanque político, enquanto a Polícia Militar fazia exatamente aquilo que a sociedade espera dela: cumprir seu dever com firmeza, técnica e responsabilidade para garantir um Carnaval seguro para todos.

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