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F-35 dos EUA abate drone iraniano que se aproximava de porta-aviões

 
O Exército dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira (3) que um caça americano abateu um drone iraniano que se aproximava do porta-aviões USS Abraham Lincoln, em operação no Mar Arábico. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, o veículo aéreo não tripulado, identificado como Shahed-139 e de fabricação iraniana, realizou manobras consideradas agressivas em direção à embarcação, o que motivou a interceptação.
De acordo com os militares americanos, o porta-aviões estava a cerca de 800 quilômetros da costa sul do Irã quando o drone avançou. A neutralização foi feita por um caça F-35, e o Comando Central ressaltou que o drone não chegou a entrar em águas territoriais iranianas. A intenção da aeronave não tripulada não foi esclarecida.
O episódio teve reflexo imediato no mercado de energia. Após quedas superiores a 4% no pregão anterior, os contratos futuros do petróleo Brent subiram 1,24%, refletindo a preocupação de investidores com a estabilidade no Oriente Médio e com possíveis impactos no fluxo global de petróleo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o incidente ao falar sobre a relação com Teerã. Ele afirmou que grandes navios de guerra estão sendo enviados à região e que há conversas diplomáticas em andamento. Segundo Trump, um acordo ainda é possível, mas alertou para consequências negativas caso as negociações fracassem.
Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian declarou que o país aceita dialogar com Washington, desde que haja condições adequadas e ausência de ameaças. Informações de autoridades árabes indicam que uma reunião entre representantes dos dois países pode ocorrer na próxima sexta-feira, na Turquia, embora ainda não haja confirmação oficial por parte do governo iraniano.
A tensão ocorre em um contexto já delicado entre Estados Unidos e Irã. O envio do grupo de porta-aviões ao Oriente Médio aconteceu após uma onda de protestos antigovernamentais no Irã, reprimidos com violência no final do ano passado. A polícia iraniana reconheceu mais de 3 mil mortes, enquanto organizações não governamentais estimam que o número real possa ultrapassar 6 mil, além de dezenas de milhares de prisões.
O histórico recente inclui o colapso das negociações nucleares entre Washington e Teerã no ano passado, após ataques atribuídos a Israel contra instalações nucleares e militares iranianas. O Irã respondeu com lançamentos de drones e mísseis contra alvos israelenses e uma base militar americana no Catar.
Analistas avaliam que o abate do drone amplia a tensão geopolítica em uma região estratégica para a economia global. Com mercados atentos e diplomatas tentando reabrir canais de diálogo, o episódio reforça o clima de instabilidade no Oriente Médio e o risco de escalada caso novos incidentes militares ocorram.

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