Durante coletiva de imprensa, o delegado Pablo Aguiar, titular da 38ª Delegacia de Polícia de Vicente Pires, não conseguiu conter a emoção. Visivelmente abalado, chorou ao falar do caso, deixou o protocolo de lado e se colocou no lugar da família da vítima. Em um momento raro e sincero, afirmou sentir “a dor de um pai” e fez um apelo para que o Judiciário e o Ministério Público tratem o episódio com a seriedade que ele exige.
O caso ocorreu na madrugada de quinta-feira (22/1), após uma festa em Vicente Pires. Imagens que circularam nas redes sociais mostram o momento em que o adolescente é brutalmente agredido. A confusão teria começado após Pedro Turra jogar um chiclete em outra pessoa. O jovem comentou que, se a goma tivesse sido lançada nele, a reação seria diferente. A resposta veio de forma violenta.
Pedro desceu do carro e passou a agredir o adolescente com diversos socos. O garoto caiu, foi atingido repetidamente e precisou ser socorrido às pressas. Desde então, luta pela vida na UTI, enquanto familiares vivem dias de angústia e incerteza. Turra chegou a ser preso, mas acabou liberado pouco tempo depois, decisão que gerou revolta.
A fala do delegado Pablo Aguiar ganhou repercussão justamente por ir além do discurso institucional. Não foi apenas um delegado falando. Foi um pai, um cidadão e um ser humano diante da dor alheia. Sua emoção escancarou o que números, boletins e termos jurídicos não conseguem traduzir: a violência deixa marcas profundas, especialmente quando atinge jovens e famílias inteiras.
O caso segue sob investigação, enquanto o DF acompanha, apreensivo, a evolução do estado de saúde do adolescente. Mais do que a responsabilização penal, a sociedade espera que justiça seja feita com sensibilidade, firmeza e humanidade — exatamente o que o delegado demonstrou ao falar com o coração, não apenas com o cargo.
Orgulho para a Segurança Pública do DF.

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