A Câmara Legislativa do Distrito Federal passou a contar oficialmente com a Frente Parlamentar em Defesa dos Colecionadores, Atiradores e Caçadores. A iniciativa foi lançada na noite de quarta-feira pelo deputado Roosevelt Vilela, com a proposta de criar um espaço institucional permanente voltado à defesa dos direitos dos CACs e ao fortalecimento do diálogo com os órgãos reguladores.
A solenidade reuniu lideranças ligadas ao movimento, entre elas o coordenador do PL Defesa-DF, Alisson Raniere, o presidente nacional do PL Defesa, Dr. Odair Alves, a ex-deputada federal Kátia Sastre e o secretário-geral da nova frente parlamentar, Ricardo Caiafa. O encontro marcou o início formal de uma articulação política voltada a acompanhar normas, fiscalizações e mudanças regulatórias que impactam diretamente a categoria.
Segundo Roosevelt Vilela, a criação da frente responde a uma demanda crescente por representação institucional. Ele defende que os CACs exercem atividades regulamentadas, ligadas ao tiro esportivo, ao colecionismo histórico e à prática de caça autorizada, e que precisam de segurança jurídica para continuar atuando dentro da legalidade no Distrito Federal.
Hoje, o DF reúne mais de 30 mil CACs com registros ativos, número que cresceu de forma expressiva na última década com a expansão do tiro esportivo e das atividades de colecionismo no país. Estimativas públicas apontam ainda a existência de mais de 40 mil armas registradas em nome desses profissionais e praticantes na capital federal, o que coloca o tema no centro do debate sobre segurança pública e políticas de controle e fiscalização.
A criação da frente parlamentar também tem peso político. Em meio a discussões nacionais sobre regras de acesso a armas, fiscalização e limites das atividades dos CACs, a iniciativa sinaliza uma tentativa de garantir interlocução direta entre a categoria e o Legislativo local, evitando decisões sem debate prévio com os praticantes que atuam sob regulamentação federal.
Nos bastidores da política distrital, a medida é vista como um movimento estratégico para organizar uma base social numerosa e engajada. Ao institucionalizar a pauta dentro da CLDF, a frente tende a acompanhar projetos de lei, portarias e medidas administrativas que possam afetar o funcionamento de clubes de tiro, colecionadores e praticantes esportivos no DF.
Ao mesmo tempo, o tema continua sensível no debate público. Enquanto defensores destacam a legalidade e o caráter esportivo das atividades, críticos apontam preocupações relacionadas ao controle de armamentos e aos impactos na segurança coletiva. A nova frente parlamentar nasce justamente nesse cenário de polarização, com a missão de mediar interesses, ampliar o diálogo institucional e dar voz a um segmento que cresceu significativamente na capital do país.


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