O deputado distrital Roosevelt anunciou o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) do Distrito Federal, marcado para o dia 25 de fevereiro, às 19h30, na Câmara Legislativa do DF. A iniciativa surge em um momento de crescente debate nacional sobre regulamentação, direitos e limites das atividades exercidas por CACs, colocando o tema novamente no centro da política local.
A proposta da frente parlamentar é criar um canal permanente de diálogo entre a categoria, o Legislativo e os órgãos responsáveis pela fiscalização e regulamentação. A ideia é tratar o assunto com base em dados, legislação e responsabilidade, evitando simplificações em um tema que envolve esporte, cultura histórica e segurança pública.
Hoje, o Distrito Federal conta com mais de 1.100 CACs com registros ativos e cerca de 40 mil armas legalmente registradas nessa categoria. Esse crescimento acompanha a expansão do tiro esportivo e das atividades de colecionismo no país, o que exige, segundo especialistas, regras claras e estabilidade jurídica para quem atua dentro da legalidade.
Roosevelt defende que a criação da frente não representa flexibilização irresponsável, mas sim organização institucional de um segmento que já existe e que precisa de segurança normativa. Para o parlamentar, os CACs são cidadãos que seguem regras rígidas, passam por processos de controle e contribuem tanto para o esporte quanto para a preservação histórica de armamentos.
A frente também pretende promover audiências públicas, estudos técnicos e debates com especialistas em segurança pública, direito e políticas de controle de armas. O objetivo é equilibrar o direito à prática legal dessas atividades com a necessidade de fiscalização eficiente e proteção da sociedade.
O lançamento da frente ocorre em meio a um cenário nacional de mudanças regulatórias e decisões judiciais que têm impactado diretamente o funcionamento dos CACs. Muitos praticantes relatam insegurança diante de alterações frequentes nas normas, o que reforça a importância de um espaço institucional de acompanhamento e defesa jurídica.
Ao abrir o evento ao público, a iniciativa sinaliza que o debate não ficará restrito ao meio político, mas envolverá diretamente a sociedade civil, representantes da categoria e autoridades. A expectativa é de que o tema ganhe ainda mais visibilidade no DF, especialmente pela ligação direta com discussões sobre segurança, liberdade individual e responsabilidade no uso legal de armas.
Com a criação da Frente Parlamentar, Roosevelt tenta consolidar um posicionamento político claro em defesa da legalidade, da regulamentação equilibrada e do respeito às atividades exercidas por CACs. O movimento tende a repercutir não apenas na Câmara Legislativa, mas também no debate nacional sobre o futuro da categoria e o papel do Estado na garantia de direitos e fiscalização.

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