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Delegado que indiciou Bolsonaro assume cargo no gabinete de Alexandre de Moraes

 
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, nomeou o delegado da Polícia Federal do Brasil Fábio Alvarez Shor como novo assessor do ministro Alexandre de Moraes no STF.
A nomeação foi oficializada por meio de portaria assinada na segunda-feira (9) e publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (10).

Delegado atuou em investigações contra Bolsonaro
Especialista em atividades de contrainteligência, Fábio Shor participou de investigações relevantes conduzidas pela Polícia Federal que tiveram como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre os casos em que o delegado atuou estão os inquéritos relacionados aos atos de Ataques de 8 de janeiro de 2023, a investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado e o caso das chamadas joias sauditas.
No inquérito que apurava a alegada tentativa de golpe, Shor assinou, junto com outra delegada da Polícia Federal, o indiciamento de Bolsonaro e de outras 36 pessoas.
Posteriormente, o ex-presidente foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão após denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República.

Depoimentos e delação de Mauro Cid
O delegado também teve papel relevante no acordo de colaboração premiada firmado pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Fábio Shor foi responsável por colher os depoimentos do militar durante as investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Atuação no caso Abin Paralela
Outra investigação de destaque conduzida pelo delegado foi o caso conhecido como Abin Paralela, que apura o suposto uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar autoridades e adversários políticos durante o governo Bolsonaro.
Nomeação ocorre em meio a nova polêmica
A chegada de Shor ao gabinete de Alexandre de Moraes ocorre em um momento de forte exposição do ministro. Recentemente, reportagens indicaram que o magistrado teria sido destinatário de mensagens enviadas pelo empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, no dia 17 de novembro de 2025, poucas horas antes da primeira prisão do banqueiro.
O episódio passou a gerar debate político e jurídico em Brasília, aumentando a atenção sobre os desdobramentos das investigações relacionadas ao caso.

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