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PT pede afastamento de presidente da CPMI do INSS e crise explode no Congresso


 
Deputados do Partido dos Trabalhadores protocolaram um pedido para afastar o senador Carlos Viana da presidência da CPMI do INSS. A movimentação ocorre em meio ao avanço das investigações sobre fraudes bilionárias no sistema previdenciário.
A justificativa formal apresentada pelos parlamentares é uma “exceção de suspeição”. Segundo o documento, haveria circunstâncias que comprometeriam a imparcialidade na condução dos trabalhos da comissão.
Nos bastidores, o pedido reflete o aumento da tensão política dentro da CPMI, que passou a avançar sobre nomes e conexões ligadas ao entorno político e religioso do próprio presidente da comissão.
Entre os pontos citados estão relações com a Igreja Batista da Lagoinha, a Fundação Oásis e personagens associados ao caso envolvendo o Banco Master.
O pedido foi articulado por deputados da bancada do PT, como Pedro Uczai, Rogério Correia, Alencar Santana e Lindbergh Farias, indicando uma ação coordenada dentro do partido.
Os parlamentares também citam o avanço das apurações envolvendo figuras próximas ao senador, como o pastor André Valadão, o deputado Nikolas Ferreira e o empresário Daniel Vorcaro.
Outro ponto mencionado é a atuação do ministro Flávio Dino, do STF, que solicitou esclarecimentos sobre repasses de cerca de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares destinadas à igreja, ampliando a pressão institucional sobre o caso.
No documento, os deputados também apontam episódios que, segundo eles, colocariam em dúvida a condução da comissão, como manifestações públicas em defesa de investigados, resistência a requerimentos e questionamentos sobre a contagem de votos em decisões internas.
O movimento ocorre justamente no momento em que a CPMI começa a avançar sobre estruturas mais amplas do esquema investigado, envolvendo não apenas operadores, mas também redes de influência política, religiosa e financeira.

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