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Rombo histórico: Estatais registram pior resultado em 24 anos

 
As empresas estatais federais brasileiras começaram 2026 no vermelho. Segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil, o setor registrou um déficit de R$ 4,2 bilhões no primeiro bimestre, o pior resultado para o período desde o início da série histórica, em 2002.
O número representa um salto de 320,4% em relação ao mesmo intervalo do ano passado e acende um alerta sobre o impacto dessas empresas nas contas públicas.

O que entra na conta
O levantamento considera apenas estatais não financeiras e exclui gigantes como:
Banco do Brasil
Caixa Econômica Federal
BNDES
Petrobras
Ou seja, o rombo envolve outras empresas públicas que também pressionam o orçamento.

Governo contesta números
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos criticou a metodologia do Banco Central e afirmou que os dados não refletem totalmente a situação financeira das estatais.
Segundo a pasta, o indicador não considera aspectos como:
receitas
ativos
lucros operacionais
O governo argumenta que, em 2025, as estatais tiveram desempenho positivo, com lucro de R$ 136,3 bilhões até setembro. Sem bancos e Petrobras, o saldo ainda seria positivo em R$ 5,2 bilhões.

Impacto nas contas públicas
Apesar da divergência, o indicador do Banco Central do Brasil é relevante porque mede o impacto direto das estatais no resultado fiscal.
Quando há déficit, o Tesouro pode precisar:
aumentar a dívida pública
usar recursos arrecadados por impostos

Caso dos Correios preocupa
Um dos principais pontos de atenção é a situação dos Correios.
A estatal acumulou prejuízo de R$ 6,1 bilhões até setembro de 2025 e enfrenta dificuldades para equilibrar as contas.
Para tentar reverter o cenário, a empresa anunciou:
corte de cerca de 15 mil funcionários
fechamento de mil unidades
aumento de receitas
Além disso, contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional e ainda prevê necessidade de mais R$ 8 bilhões em 2026.

Pressão aumenta
O desempenho das estatais segue no radar do governo e do mercado, principalmente pelo impacto direto na política fiscal.
O cenário coloca em debate a sustentabilidade dessas empresas e o custo que podem representar para os cofres públicos.

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