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De soldado a Personagem central dos bastidores: A trajetória de Jabá que Marca a Segurança Pública do DF

 
Conhecido nos bastidores da segurança pública do Distrito Federal, Lusimar Torres Arruda, o Jabá, construiu uma trajetória marcada por embates com a estrutura da Polícia Militar do Distrito Federal, atuação em movimentos reivindicatórios e tentativas de entrada na política.
Natural de Itapipoca (CE), ele ingressou na PMDF em 1991. Antes disso, trabalhou como cobrador e carteiro. Ao longo da carreira, buscou formação acadêmica, graduando-se em Pedagogia e atuando como professor, além de se especializar na área de dependência química.

Atuação e conflitos dentro da corporação
Desde os primeiros anos como policial, Jabá passou a se envolver em mobilizações internas voltadas à defesa de direitos da categoria. Nos anos 1990, participou do chamado Movimento de Unificação, em um período em que reuniões de policiais eram alvo de restrições dentro da corporação.
A atuação em pautas reivindicatórias gerou uma série de conflitos institucionais. Ao longo dos anos, ele respondeu a processos administrativos e judiciais ligados à sua atuação.
Um dos episódios mais marcantes ocorreu em 2018, quando foi preso durante o período eleitoral, enquanto disputava uma vaga no Legislativo.

Exclusão e retorno à PM
Após esse período, Jabá acabou excluído da corporação. O processo gerou controvérsias, especialmente porque a decisão ocorreu enquanto ele estava hospitalizado, o que levantou questionamentos sobre o direito à ampla defesa.
A situação foi revertida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, que anulou a exclusão por unanimidade e determinou a reintegração do policial, apontando irregularidades no processo administrativo.

Participação em movimentos e impacto na categoria
Jabá também esteve presente em momentos importantes de mobilização das forças de segurança. Em 2012, participou da chamada “Operação Tartaruga”, movimento que pressionou o governo e resultou em reajustes salariais para policiais e bombeiros militares do DF.
Em 2016, atuou nas discussões sobre o modelo de promoção no Curso de Habilitação de Oficiais Administrativos e Especialistas, defendendo critérios que equilibrassem antiguidade e mérito.
Nos últimos anos, mesmo sem cargo eletivo, seguiu ativo nos bastidores, participando de debates sobre recomposição salarial das forças de segurança entre 2023 e 2025.
Projetos sociais no DF
Além da atuação institucional, Jabá desenvolveu projetos sociais com foco na prevenção à violência, principalmente no Recanto das Emas. As iniciativas utilizaram o esporte como ferramenta de inclusão e alcançaram crianças e adolescentes.
As ações também foram levadas para regiões como Ceilândia e Samambaia, com o objetivo de fortalecer o vínculo entre comunidade e forças de segurança.

Tentativas na política
Jabá também buscou espaço na política. Em 2018, recebeu mais de 6 mil votos e ficou na suplência. Em 2022, ampliou a votação, mas não foi eleito.
Apesar disso, segue com influência em setores da segurança pública e mantém participação ativa em debates sobre valorização profissional.

Figura que divide opiniões
A trajetória de Jabá é marcada por diferentes leituras. Enquanto apoiadores o veem como liderança que enfrentou a estrutura em defesa da categoria, críticos apontam sua atuação como confrontadora dentro da corporação.
Mesmo fora de mandato, o nome de Jabá continua circulando nos bastidores da segurança pública do Distrito Federal, especialmente em discussões que envolvem direitos e organização das forças policiais.

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