O Exército Brasileiro repassou cerca de R$ 39 milhões ao Banco Master entre agosto de 2024 e outubro de 2025, em operações ligadas à oferta de crédito consignado para militares e servidores vinculados à força. Os pagamentos foram interrompidos após o Banco Central decretar a liquidação da instituição financeira.
As informações vieram à tona por meio de relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), obtido pela Folha de S.Paulo. O documento amplia a pressão sobre a relação entre órgãos públicos e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Coaf aponta sinais considerados suspeitos
Segundo o relatório, foram identificados indícios como débitos realizados imediatamente após o recebimento dos valores e concentração de recursos em uma mesma titularidade, prática que pode dificultar o rastreamento de beneficiários finais.
Os apontamentos do Coaf costumam servir como base para investigações de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e movimentações financeiras atípicas.
Banco Master já estava no radar por fundos públicos
O caso se soma a outro eixo de investigação envolvendo investimentos feitos por 18 fundos previdenciários públicos no Banco Master.
O maior aporte citado foi de R$ 960 milhões, relacionado ao Rioprevidência, durante gestão ligada ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.
O ex-presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, chegou a ser preso em operação da Polícia Federal que apura esses investimentos.
Novo desgaste institucional
A revelação de repasses do Exército Brasileiro ao Banco Master pode abrir nova frente de questionamentos sobre critérios de credenciamento, fiscalização de contratos públicos e controle de operações financeiras com instituições privadas.

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