O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, elevou o tom do discurso político ao comentar o cenário da direita no Brasil. Em declaração dada nesta segunda-feira (13), após evento na Associação Comercial de São Paulo, o político afirmou que o PL possui “frutas podres” e reforçou que se considera “mais à direita”.
Ao abordar o partido ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Zema indicou que há problemas internos na legenda. “No PL eu acho que tem algumas frutas podres”, afirmou, ao destacar que o Partido Novo, sua sigla, adotaria critérios mais rígidos na seleção de seus quadros.
Segundo o pré-candidato, o diferencial do Novo está na exigência de alinhamento com princípios partidários. “Se tiver alguém desalinhado com os nossos princípios, está fora. É o único partido que faz isso”, declarou.
Zema também defendeu que o Novo ocupa hoje uma posição mais definida no espectro ideológico. “Quem pega as propostas do Novo vai ver que talvez seja o partido mais à direita do Brasil”, disse.
Apesar da crítica, o governador ressaltou que há convergências entre as siglas em nível regional. Ele citou alianças políticas em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, indicando que, mesmo com diferenças, o diálogo entre os grupos segue ativo.
Ao explicar sua visão política, Zema buscou diferenciar sua linha de atuação dentro do campo conservador. “Eu sou de direita, mas sou diferente. Sou uma direita que quer privatizar, que respeita a Constituição e que não tem corrupção”, afirmou.
O pré-candidato também garantiu que pretende manter sua candidatura até o fim do processo eleitoral. “Eu vou levar minha pré-campanha e campanha até o final”, declarou.
As declarações reforçam a disputa interna no campo da direita e sinalizam uma tentativa de posicionamento mais claro por parte de Zema no cenário eleitoral de 2026.

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