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Agência de Lula abre investigação sobre filme de Bolsonaro às vésperas da eleição

 
A Agência Nacional do Cinema (Ancine) abriu um procedimento administrativo para apurar possíveis irregularidades envolvendo a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira, a investigação busca verificar se a produtora Go Up Entertainment descumpriu regras relacionadas à realização de filmagens internacionais no Brasil.

O que está sendo investigado
De acordo com a Ancine, a produtora poderá ser multada em até R$ 100 mil caso seja confirmada a ausência de comunicação formal sobre gravações realizadas no país durante o ano passado.
A agência quer entender qual foi exatamente o papel da empresa no projeto.
Entre os pontos analisados estão:
  • se a Go Up atuou como produtora principal do longa
  • ou se apenas prestou serviços a uma produtora estrangeira responsável pela obra
O que dizem as regras
Pelas normas da Ancine, produções internacionais filmadas em território brasileiro precisam ser conduzidas por empresa registrada na agência.
Também é obrigatório apresentar documentos como:
  • plano de filmagem
  • contratos envolvidos
  • identificação de profissionais estrangeiros
  • comunicação oficial das gravações
Segundo a agência, os documentos solicitados ainda não teriam sido entregues.
A Ancine afirma ter enviado ofícios à produtora em fevereiro e março deste ano pedindo esclarecimentos, mas sem resposta até o momento.

Caso antecede polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro
O procedimento administrativo teria sido aberto antes da divulgação de mensagens e áudios atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro, relacionados a negociações sobre possível financiamento do filme com o empresário Daniel Vorcaro.
O longa Dark Horse está previsto para estrear nos cinemas em setembro e vem sendo descrito pelos produtores como uma superprodução internacional sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.

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