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Após atritos e isolamento político, Zema pode rever candidatura ao Planalto

 
O cenário político do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ficou ainda mais turbulento nos bastidores da corrida presidencial de 2026.
Segundo relatos de interlocutores próximos, Zema estaria enfrentando um dos momentos mais delicados de sua trajetória política e já avalia, internamente, a possibilidade de desistir da disputa ao Palácio do Planalto diante de uma combinação de crises políticas, partidárias e institucionais.

Pressão vem de dentro do próprio partido
A primeira frente de desgaste estaria dentro do próprio Partido Novo.
Nos bastidores, dirigentes da legenda demonstram incômodo com recentes posicionamentos políticos de Zema, especialmente após movimentos interpretados como aproximação com setores do bolsonarismo e embates públicos envolvendo a sucessão presidencial.
Aliados do ex-governador admitem que existe tensão interna sobre a viabilidade da candidatura e sobre o grau de alinhamento do partido com a estratégia política adotada por Zema.
Há temor de que uma candidatura presidencial mal calibrada possa afetar a identidade original do Novo e gerar divisões internas.

Atrito com ministros do STF aumenta pressão
Outro fator que teria elevado a temperatura nos bastidores seria um suposto desconforto envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal.
Segundo informações publicadas pelo jornalista Lauro Jardim, integrantes do STF teriam reagido negativamente a movimentos recentes do ex-governador, ampliando o ambiente de pressão política.
Embora não haja manifestação pública oficial dos ministros sobre o tema, aliados de Zema avaliam que o cenário institucional se tornou mais hostil.

Críticas a Flávio aumentaram desgaste
A situação também se agravou após declarações recentes de Zema contra o senador Flávio Bolsonaro.
Ao afirmar que votos em Flávio poderiam favorecer uma eventual vitória de Lula, o ex-governador recebeu fortes críticas de setores bolsonaristas e foi alvo de reação pública do vereador Carlos Bolsonaro.
O episódio ampliou ruídos dentro da direita e aumentou o isolamento político do mineiro em parte do eleitorado conservador.

Cenário segue indefinido
Apesar das dificuldades, interlocutores próximos afirmam que nenhuma decisão definitiva foi tomada.
Nos bastidores, a avaliação é de que Zema ainda observa pesquisas, alianças partidárias e a reorganização do campo da direita antes de bater o martelo sobre uma eventual retirada da disputa.
A eleição de 2026, porém, começa a mostrar sinais claros de fragmentação dentro do campo conservador.

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