A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira, a indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Benedito Gonçalves, para o cargo de corregedor nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O placar foi de 21 votos favoráveis e 5 contrários, abrindo caminho para a análise final no plenário do Senado.
Agora, para assumir oficialmente a função, Benedito precisará do apoio mínimo de 41 senadores.
O que Benedito disse na sabatina
Durante a sessão, o ministro afirmou que a confiança da população no Judiciário precisa ser construída com transparência, respeito às leis e fortalecimento institucional.
“A confiança pública no Judiciário não se impõe, constrói-se”, declarou durante a sabatina.
Benedito também apresentou as diretrizes que pretende adotar caso seja confirmado no cargo.
Segundo ele, a atuação na corregedoria terá três pilares principais:
- integridade
- eficiência
- diálogo institucional
O ministro afirmou ainda que eventuais reclamações disciplinares contra magistrados deverão ser analisadas com “rigor técnico”, sem seletividade.
Cargo é estratégico no Judiciário
O corregedor nacional do CNJ exerce uma das funções mais sensíveis do sistema de Justiça brasileiro.
Entre as atribuições estão:
- receber reclamações contra magistrados
- abrir sindicâncias disciplinares
- acompanhar a atuação de juízes e tribunais em todo o país
A indicação de Benedito Gonçalves foi feita pelo presidente do STJ, Herman Benjamin, após escolha interna realizada pelo tribunal em abril.
Se aprovado pelo plenário, Benedito ficará no cargo entre 2026 e 2028.

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