Um novo levantamento divulgado pelo instituto Real Time Big Data aponta para um aumento na percepção negativa da economia entre os brasileiros, criando um cenário de maior pressão política sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com a pesquisa, 40% dos entrevistados afirmam que a situação econômica do país piorou na comparação com o período do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em contrapartida, 31% dizem perceber melhora, enquanto 25% avaliam que não houve mudança. Outros 4% não souberam ou preferiram não responder.
Os números indicam uma predominância clara da avaliação negativa, consolidando um ambiente de desgaste para o governo, especialmente fora de sua base mais fiel de apoio.
O detalhamento por perfil de eleitorado revela uma divisão acentuada. Entre apoiadores de Lula, 69% avaliam que a economia melhorou, demonstrando alinhamento com a narrativa do governo. Nesse grupo, apenas 4% apontam piora, enquanto 24% não percebem mudanças.
Já entre eleitores ligados ao senador Flávio Bolsonaro, o cenário se inverte de forma expressiva. Nesse segmento, 83% afirmam que a economia piorou, apenas 2% enxergam melhora e 12% avaliam estabilidade.
O levantamento evidencia um dos principais desafios do governo neste momento: a dificuldade de expandir sua avaliação positiva para além do núcleo mais alinhado politicamente. A economia, tradicionalmente um dos fatores mais determinantes em disputas eleitorais, volta a ocupar papel central no debate público.
Foram ouvidos 2 mil eleitores entre os dias 2 e 4 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03627/2026.
Diante desse cenário, a evolução da percepção econômica tende a influenciar diretamente o ambiente político nos próximos meses, especialmente à medida que o calendário eleitoral se aproxima e a avaliação do governo passa a ser cada vez mais associada ao dia a dia da população.

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