O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (26) ter dito ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, caso seja eleito em 2026, os EUA não precisariam mais taxar produtos brasileiros devido a uma nova relação de parceria e acordos comerciais entre os dois países. A declaração foi dada após reunião realizada na Casa Branca.
Segundo Flávio, a conversa com Trump durou cerca de 1h40 e incluiu temas como comércio bilateral, crime organizado, PCC, Comando Vermelho e relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.
“Sentar como adultos”
Em entrevista coletiva após o encontro, Flávio afirmou que criticou a atual condução diplomática do governo Luiz Inácio Lula da Silva e disse ter defendido uma relação mais próxima entre Brasília e Washington.
“Os Estados Unidos teriam um país aliado no Brasil, que não seria necessário ele usar o mecanismo de taxar empresas brasileiras, porque teríamos a condição de sentar como adultos”, afirmou o senador.
Segundo ele, um eventual governo seu teria capacidade de negociar acordos econômicos considerados benéficos para empresas dos dois países.
PCC e Comando Vermelho também entraram na pauta
Flávio afirmou ainda que pediu apoio para que organizações criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, sejam tratadas pelos EUA como grupos terroristas.
Segundo o senador, Trump respondeu que o tema ainda estaria em análise.
Encontro tem peso político para 2026
A reunião ocorreu no Salão Oval da Casa Branca e contou também com a presença de Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo.
Nos bastidores, aliados enxergam o encontro como um movimento importante para fortalecer a imagem internacional de Flávio junto ao eleitorado conservador e reforçar sua posição na disputa presidencial de 2026.

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