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PGR denuncia Romeu Zema ao STJ por suposta calúnia contra Gilmar Mendes

 
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta sexta-feira o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo crime de calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.
A acusação foi assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e tem como base um vídeo publicado por Zema nas redes sociais, no qual bonecos caricatos com vozes semelhantes às de Gilmar Mendes e do ministro Dias Toffoli ironizavam o chamado caso Master e o resort Tayayá.
O que motivou a denúncia
Na publicação, o boneco atribuído a Dias Toffoli pediria ajuda a Gilmar Mendes para anular decisões relacionadas à quebra de sigilo de empresa ligada ao caso Master.
Na encenação, Gilmar responderia de forma irônica, sugerindo uma contrapartida ligada ao resort Tayayá, empreendimento que ganhou repercussão após revelações envolvendo a venda de participação acionária de Toffoli.
Segundo a PGR, o conteúdo ultrapassou o limite da crítica política e atribuiu ao ministro práticas que poderiam configurar crimes contra a administração pública.
Pedido de indenização
Além da denúncia criminal, Paulo Gonet propôs pagamento equivalente a 100 salários mínimos por danos morais ao ministro Gilmar Mendes.
Segundo a PGR, o valor seria proporcional à gravidade da suposta imputação caluniosa.
Alcance do vídeo pesou na decisão
A Procuradoria destacou ainda o alcance da postagem.
Segundo o órgão, em aproximadamente um mês o conteúdo teria acumulado:
-2,8 milhões de visualizações no Instagram
-487 mil visualizações no X (antigo Twitter)
Na avaliação de Gonet, a publicação teria atingido a reputação funcional, dignidade e decoro do ministro.
Disputa entre Zema e STF escalou
O episódio amplia o embate político entre Romeu Zema e ministros do Supremo.
Após a repercussão do vídeo, parlamentares aliados ao ex-governador chegaram a pedir impeachment de Gilmar Mendes, enquanto o ministro teria solicitado inclusão de Zema em apurações relacionadas ao inquérito das fake news.
O caso agora está sob responsabilidade do presidente do STJ, Herman Benjamin.

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