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Série da Globo sobre China gera polêmica e divide opiniões nas redes

 
A TV Globo voltou a investir em cobertura internacional fixa na China e estreou no Fantástico a série “Entre 2 Mundos”, apresentada pelo repórter Felipe Santana, transferido recentemente de Nova York para Xangai.
Segundo a emissora, a proposta é apresentar um “olhar brasileiro” sobre a China, diferentemente da abordagem frequentemente adotada por veículos norte-americanos em relação ao país asiático.
A série também ganhou espaço no Jornal Nacional e percorre cidades como Xangai, Pequim, Hangzhou, Shenzhen e Cantão, mostrando aspectos econômicos, tecnológicos e culturais da segunda maior economia do mundo.

Abordagem da série gera debate
O tom adotado nas reportagens chamou atenção nas redes sociais e no meio político por focar principalmente em desenvolvimento econômico, modernização urbana e avanços tecnológicos da China.
Críticos apontaram que a cobertura deixou de abordar temas frequentemente presentes em reportagens internacionais sobre o país, como denúncias relacionadas à repressão em Hong Kong, vigilância estatal, tensões com Taiwan e acusações envolvendo violações de direitos humanos em Xinjiang.
Até o momento, esses assuntos não apareceram nas edições exibidas pela emissora.

Contexto político e econômico
A repercussão ocorre em um momento de fortalecimento das relações comerciais entre o Brasil e a China, principal parceiro comercial brasileiro desde o fim dos anos 2000.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido o aprofundamento das relações diplomáticas e econômicas com Pequim, reforçando a ideia de uma política externa mais independente em relação aos Estados Unidos.

Globo retoma presença fixa no país
A série também marca o retorno da Globo ao modelo de correspondente fixo na China.
A primeira jornalista da emissora a atuar permanentemente no país foi Sônia Bridi, enviada a Pequim em 2005 para abrir a sucursal da emissora. Posteriormente, o posto foi ocupado pelo repórter Pedro Bassan.
Além de Felipe Santana, o repórter cinematográfico Lucas Luz também integra a equipe da Globo instalada no país asiático.

Reações divididas
Enquanto parte do público elogiou a qualidade visual e a proposta de apresentar aspectos pouco explorados da sociedade chinesa, outros criticaram o que consideram uma abordagem excessivamente positiva sobre o regime comandado por Xi Jinping.
O debate ampliou discussões sobre cobertura internacional, relações geopolíticas e o papel da imprensa na abordagem de temas ligados a grandes potências mundiais.

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