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União Europeia exclui Brasil de lista de exportação de carne e decisão preocupa agronegócio


A União Europeia decidiu retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar animais destinados à alimentação humana e produtos de origem animal para o bloco europeu.
A medida passa a valer em 3 de setembro de 2026 e foi justificada por alegado descumprimento das regras europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
Segundo a porta-voz da Comissão Europeia para a área da Saúde, Eva Hrncirova, a exclusão significa que o Brasil deixará de exportar ao bloco produtos como bovinos, aves, ovos, itens de aquicultura, mel e outros derivados de origem animal.

O motivo da decisão
A decisão está ligada às normas adotadas pela União Europeia sobre antibióticos usados na produção agropecuária.
Desde 2022, produtores europeus estão proibidos de utilizar antibióticos para estimular crescimento ou aumentar produtividade de animais destinados ao consumo humano.
Também é vedado o uso veterinário de determinados antimicrobianos considerados essenciais para o tratamento de infecções em humanos.
Agora, as mesmas exigências passarão a valer para exportadores estrangeiros.

Vizinhos sul-americanos seguem autorizados
Enquanto o Brasil foi retirado da lista, países do Mercosul como Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a exportar para o bloco europeu.
A situação gera preocupação entre representantes do agronegócio, que veem risco de perda de competitividade internacional e deslocamento de mercado para concorrentes regionais.

Decisão ocorre em meio a tensão comercial
A medida também acontece poucos meses após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tema que enfrenta forte resistência de agricultores europeus, especialmente na França.
Setores agrícolas do continente vinham pressionando por regras mais rígidas para produtos importados, alegando necessidade de igualdade regulatória e proteção ao mercado interno.

Impacto ainda será avaliado
Especialistas apontam que os efeitos econômicos da decisão dependerão da capacidade de adaptação do setor exportador brasileiro às exigências europeias.
Enquanto representantes do agro cobram reação diplomática e ajustes técnicos, o governo brasileiro ainda deve avaliar medidas para tentar reverter ou mitigar os impactos da exclusão.

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