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ANDRÉ MENDONÇA SURPREENDE ATÉ A CÚPULA DA PF EM OPERAÇÃO CONTRA JAQUES WAGNER

 
Sigilo imposto por André Mendonça deixou diretor-geral da PF fora de operação contra Jaques Wagner
A operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), revelou um fato incomum nos bastidores das investigações de grande repercussão: o próprio diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, não foi informado previamente sobre a ação.
Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, a restrição ocorreu em razão das regras de sigilo estabelecidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da investigação que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master.
Decisão do ministro do STF surpreendeu até a cúpula da Polícia Federal e ampliou repercussão da Operação Compliance Zero
A nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18), revelou um detalhe que chamou atenção nos bastidores de Brasília: o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não foi informado previamente sobre a ação que teve como alvo o senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, a restrição decorreu do nível de sigilo determinado pelo ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao Caso Master.
A decisão teria limitado o acesso às informações a um grupo extremamente restrito de investigadores, impedindo que detalhes da operação chegassem antecipadamente à direção-geral da Polícia Federal ou a integrantes do governo federal.
De acordo com os relatos, Andrei Rodrigues acompanhava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em compromissos internacionais ligados à cúpula do G7 quando tomou conhecimento da operação.
Mesmo ocupando o cargo máximo da Polícia Federal, o diretor-geral teria sido surpreendido pela deflagração da ação e não recebeu comunicação prévia sobre os mandados que seriam cumpridos.
Nos bastidores, a decisão de André Mendonça foi interpretada como uma medida voltada a reforçar a segurança da investigação e evitar qualquer possibilidade de vazamento de informações.
O procedimento é considerado incomum porque, em operações de grande porte e repercussão nacional, a direção-geral da Polícia Federal costuma ser informada sobre a execução das diligências pouco antes de sua realização.
Desta vez, porém, o relator optou por um nível mais rígido de controle das informações.
A operação cumpriu mandados relacionados às investigações que apuram supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e possíveis favorecimentos ligados ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo as informações divulgadas, Andrei Rodrigues só teria conversado com o presidente Lula sobre o assunto após o retorno ao Brasil e quando a operação já estava em andamento.
O episódio gerou forte repercussão nos bastidores políticos e jurídicos por envolver um dos principais aliados do governo no Congresso Nacional e por demonstrar o grau de sigilo adotado pelo Supremo Tribunal Federal na condução das investigações.
Enquanto isso, a apuração continua sob supervisão do STF e segue analisando a relação entre pessoas investigadas, operadores financeiros e empresários ligados ao Banco Master.

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