A tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo. O governo americano anunciou uma proposta para aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos provenientes de países considerados insuficientemente rigorosos no combate ao trabalho forçado em cadeias produtivas internacionais.
O Brasil aparece entre os países que poderão ser atingidos pela medida.
A decisão foi divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e tem como base a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o mesmo instrumento jurídico utilizado para justificar a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros anunciada anteriormente.
Nova preocupação para exportadores
O principal ponto de dúvida é que o governo americano ainda não esclareceu se a nova tarifa de 12,5% poderá ser acumulada com a sobretaxa de 25% já proposta.
Caso isso aconteça, alguns produtos brasileiros poderão enfrentar uma carga tarifária significativamente maior para entrar no mercado americano.
A indefinição já gera preocupação entre exportadores e setores da indústria nacional.
O principal ponto de dúvida é que o governo americano ainda não esclareceu se a nova tarifa de 12,5% poderá ser acumulada com a sobretaxa de 25% já proposta.
Caso isso aconteça, alguns produtos brasileiros poderão enfrentar uma carga tarifária significativamente maior para entrar no mercado americano.
A indefinição já gera preocupação entre exportadores e setores da indústria nacional.
Brasil entra na lista de países sob observação
Segundo o relatório americano, aproximadamente 60 países não possuem mecanismos considerados suficientes para impedir a entrada ou comercialização de produtos associados ao trabalho forçado.
O USTR divide esses países em dois grupos.
O primeiro grupo receberia tarifa adicional de 10%, incluindo:
🇪🇺 União Europeia
🇨🇦 Canadá
🇲🇽 México
🇮🇩 Indonésia
🇵🇰 Paquistão
🇪🇨 Equador
Já o segundo grupo, sujeito à tarifa de 12,5%, inclui:
🇧🇷 Brasil
🇨🇳 China
🇮🇳 Índia
🇯🇵 Japão
🇰🇷 Coreia do Sul
🇬🇧 Reino Unido
🇦🇷 Argentina
🇸🇦 Arábia Saudita
Segundo o relatório americano, aproximadamente 60 países não possuem mecanismos considerados suficientes para impedir a entrada ou comercialização de produtos associados ao trabalho forçado.
O USTR divide esses países em dois grupos.
O primeiro grupo receberia tarifa adicional de 10%, incluindo:
🇪🇺 União Europeia
🇨🇦 Canadá
🇲🇽 México
🇮🇩 Indonésia
🇵🇰 Paquistão
🇪🇨 Equador
Já o segundo grupo, sujeito à tarifa de 12,5%, inclui:
🇧🇷 Brasil
🇨🇳 China
🇮🇳 Índia
🇯🇵 Japão
🇰🇷 Coreia do Sul
🇬🇧 Reino Unido
🇦🇷 Argentina
🇸🇦 Arábia Saudita
O que os EUA alegam
De acordo com o representante comercial americano, Jamieson Greer, os Estados Unidos consideram que diversos países ainda mantêm brechas que permitem a circulação de produtos ligados ao trabalho forçado.
Segundo ele, isso criaria uma concorrência considerada injusta para empresas e trabalhadores americanos.
No caso brasileiro, o relatório reconhece a existência de mecanismos de fiscalização e combate ao trabalho escravo, incluindo a chamada "Lista Suja", mas afirma que o país não possui medidas consideradas suficientes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado em outras partes do mundo.
De acordo com o representante comercial americano, Jamieson Greer, os Estados Unidos consideram que diversos países ainda mantêm brechas que permitem a circulação de produtos ligados ao trabalho forçado.
Segundo ele, isso criaria uma concorrência considerada injusta para empresas e trabalhadores americanos.
No caso brasileiro, o relatório reconhece a existência de mecanismos de fiscalização e combate ao trabalho escravo, incluindo a chamada "Lista Suja", mas afirma que o país não possui medidas consideradas suficientes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado em outras partes do mundo.
Medida ainda não está valendo
Apesar da repercussão, a nova tarifa ainda não foi implementada.
O governo americano abriu um período de consulta pública que seguirá até 6 de julho.
Após essa etapa, serão realizadas audiências públicas para ouvir empresas, especialistas e representantes dos setores afetados.
Somente depois desse processo a Casa Branca poderá decidir pela aplicação definitiva das tarifas.
Apesar da repercussão, a nova tarifa ainda não foi implementada.
O governo americano abriu um período de consulta pública que seguirá até 6 de julho.
Após essa etapa, serão realizadas audiências públicas para ouvir empresas, especialistas e representantes dos setores afetados.
Somente depois desse processo a Casa Branca poderá decidir pela aplicação definitiva das tarifas.
Relação Brasil-EUA entra em nova fase
A proposta representa mais um elemento de pressão sobre as relações comerciais entre Brasília e Washington.
Nos últimos dias, os Estados Unidos já haviam anunciado investigações envolvendo temas como comércio digital, combate à corrupção, regulação das plataformas digitais e barreiras comerciais.
Agora, o tema do trabalho forçado passa a integrar a lista de divergências que podem afetar diretamente as exportações brasileiras para o maior mercado consumidor do planeta.
A proposta representa mais um elemento de pressão sobre as relações comerciais entre Brasília e Washington.
Nos últimos dias, os Estados Unidos já haviam anunciado investigações envolvendo temas como comércio digital, combate à corrupção, regulação das plataformas digitais e barreiras comerciais.
Agora, o tema do trabalho forçado passa a integrar a lista de divergências que podem afetar diretamente as exportações brasileiras para o maior mercado consumidor do planeta.

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