Abalos de magnitude 7,2 e 7,5 provocaram destruição em larga escala, deixaram centenas de mortos e milhares de desaparecidos; equipes seguem em busca de sobreviventes
A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após ser atingida por dois fortes terremotos na noite de quarta-feira (24). Os abalos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença e provocaram o desabamento de prédios, interrupção de serviços públicos e uma corrida desesperada por sobreviventes.
Segundo as autoridades venezuelanas, ao menos 164 pessoas morreram e mais de 970 ficaram feridas. O governo também decretou estado de emergência e iniciou uma grande operação de resgate nas áreas mais atingidas.
Além das vítimas confirmadas, milhares de pessoas continuam desaparecidas. Plataformas criadas por familiares registram dezenas de milhares de pessoas sem contato, enquanto equipes de resgate seguem trabalhando entre os escombros em busca de sobreviventes.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertou que o número de mortos pode crescer significativamente. Pelos modelos utilizados pelo órgão, existe uma probabilidade relevante de que a tragédia resulte em milhares de vítimas, dependendo da confirmação dos danos nas regiões mais afetadas.
Os terremotos tiveram epicentros próximos à costa norte da Venezuela, a oeste de Caracas. Especialistas afirmam que o tremor de magnitude 7,5 está entre os mais fortes registrados no país desde o início do século XX.
Na capital Caracas e em cidades vizinhas, imagens mostram edifícios reduzidos a escombros, hospitais sobrecarregados, ruas bloqueadas e moradores tentando localizar parentes desaparecidos. O aeroporto internacional da capital foi fechado, enquanto parte dos sistemas de transporte também teve as atividades suspensas.
Diversos países anunciaram o envio de equipes de busca, ajuda humanitária e assistência médica para auxiliar nas operações de resgate. As autoridades também alertam para o risco de novos tremores nos próximos dias e orientam a população a evitar edificações com danos estruturais.
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