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APÓS NEGAR SER DE ESQUERDA, TRUMP CONVIDA BRASIL PARA ENCONTRO SOBRE TERRORISMO DE ESQUERDA


Convite do governo Trump ocorre dias depois de declarações de Lula no G7 e amplia debate sobre a posição do Brasil na política internacional.
Dias após afirmar, durante a cúpula do G7, na França, que "nunca foi esquerdista" e que "o mundo é do caminho do meio", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou ao centro de um debate internacional.
O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, convidou o Brasil para participar de uma reunião internacional sobre o que a administração americana chama de "ressurgimento do terrorismo transnacional de esquerda". O encontro está previsto para o dia 16 de julho, em Washington, e deve reunir representantes de mais de 60 países.
O convite foi encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores e é direcionado ao chanceler Mauro Vieira. O Itamaraty confirmou o recebimento, mas informou que ainda avalia se haverá participação brasileira.

Declaração de Lula
Durante participação no G7, Lula afirmou que nunca se considerou um político de esquerda e defendeu uma posição de equilíbrio na política internacional.
A declaração chamou atenção por contrastar com sua trajetória à frente do Partido dos Trabalhadores (PT) e pelas alianças políticas construídas ao longo de sua carreira.

Reunião em Washington
O encontro será coordenado pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e integra uma iniciativa do governo Trump voltada à cooperação internacional no combate a grupos classificados pelos Estados Unidos como organizações de terrorismo político de extrema esquerda.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, ministros e representantes de dezenas de países foram convidados para discutir estratégias de cooperação e troca de informações sobre o tema.

Debate diplomático
O convite ocorre em um momento de relações delicadas entre Brasília e Washington, marcadas por divergências em temas de segurança, comércio e política externa.
Caso confirme presença, o Brasil participará de uma reunião organizada pelo governo americano em um tema que tem gerado controvérsia internacional, inclusive entre aliados dos Estados Unidos. Alguns governos demonstraram reservas quanto ao enfoque adotado pela administração Trump para o encontro.
Até o momento, o Itamaraty não informou se Mauro Vieira participará da reunião nem qual será a posição oficial brasileira durante o evento.

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