Levantamento do Placar Congresso mostra que parlamentares eleitos com discurso de oposição acompanharam o governo em boa parte das votações da atual legislatura.
Nas eleições de 2022, o Distrito Federal foi uma das unidades da Federação em que Jair Bolsonaro obteve ampla vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva. Na disputa para a Câmara dos Deputados, diversos candidatos também fizeram campanha identificados com as pautas do ex-presidente e receberam apoio do eleitorado conservador.
Quase quatro anos depois, o comportamento de parte desses parlamentares no Congresso passou a ser alvo de críticas entre eleitores de direita.
Levantamento do Placar Congresso, plataforma que monitora o alinhamento dos deputados nas votações da Câmara, mostra que alguns parlamentares eleitos pelo Distrito Federal passaram a acompanhar o governo Lula na maioria das deliberações analisadas.
Índice de alinhamento com o governo Lula
- Erika Kokay (PT): 98,2%
- Professor Reginaldo Veras (PV): 96,4%
- Rodrigo Rollemberg (PSB): 95,5%
- Júlio Cesar Ribeiro (Republicanos): 69,1%
- Fred Linhares (Republicanos): 67,2%
- Rafael Prudente (MDB): 66,8%
- Alberto Fraga (PL): 7,2%
- Bia Kicis (PL): 2,3%
Os dados indicam que, enquanto Bia Kicis e Alberto Fraga permaneceram com baixo índice de alinhamento ao governo federal, outros parlamentares que fizeram campanha junto ao eleitorado identificado com Bolsonaro passaram a votar favoravelmente ao Palácio do Planalto em grande parte das votações consideradas pelo levantamento.
A divulgação dos números reacende o debate sobre fidelidade ao discurso de campanha e representação política. Críticos afirmam que parte dos deputados eleitos com apoio do eleitorado conservador mudou sua atuação no Congresso ao longo da legislatura. Já os parlamentares podem sustentar que suas votações são definidas caso a caso, de acordo com o conteúdo de cada proposta, e não por alinhamento automático ao governo.

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