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ESPANHA ENVIA EXÉRCITO PARA CONTER CRISE MIGRATÓRIA E CIDADE ENTRA EM COLAPSO

A Espanha intensificou sua resposta à crise migratória em Ceuta e determinou o envio de tropas do Exército de Terra para reforçar a segurança na cidade autônoma, localizada na fronteira com Marrocos. A decisão foi anunciada pelo governo espanhol após milhares de jovens atravessarem a nado a fronteira do Tarajal, pressionando os serviços públicos e provocando um cenário de forte instabilidade.
Segundo o Palácio de La Moncloa, as Forças Armadas atuarão em apoio à Guarda Civil para auxiliar no controle da situação e garantir a segurança da população. A operação será coordenada pelo Comando de Operações das Forças Armadas.

Reforço militar e policial
Além da mobilização do Exército, o governo espanhol determinou o envio de novos efetivos da Guarda Civil e da Polícia Nacional.
O esquema de reforço inclui agentes especializados em controle de fronteiras, unidades antidistúrbios, embarcações, helicóptero de patrulhamento e equipes com drones para monitorar a costa.
O objetivo é conter novas travessias e restabelecer o controle da fronteira entre Marrocos e o território espanhol.

Pressão sobre a cidade
Nos últimos dias, entre 1.500 e 2.000 migrantes conseguiram entrar ou tentaram acessar Ceuta, segundo dados divulgados pelo Ministério do Interior da Espanha. As autoridades, porém, admitem que o número pode ser maior devido ao aumento das travessias nas últimas horas.
O impacto já é sentido na infraestrutura local. O Centro de Estadia Temporária para Imigrantes atingiu sua capacidade máxima, enquanto estabelecimentos comerciais, como o Mercado Central, interromperam suas atividades diante do aumento da tensão.

União Europeia acompanha a crise
A situação também mobilizou a União Europeia. O comissário europeu para Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, colocou a Frontex, agência responsável pela proteção das fronteiras externas do bloco, à disposição do governo espanhol.
Brunner informou ainda que a Comissão Europeia mantém diálogo com autoridades marroquinas na tentativa de reduzir o fluxo migratório e evitar uma nova escalada da crise.
A mobilização do Exército representa uma das maiores respostas adotadas pela Espanha nos últimos anos diante da pressão migratória em Ceuta, cidade considerada um dos principais pontos de entrada de migrantes africanos no território europeu. 

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