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EUA CONVOCAM BRASIL PARA CÚPULA INTERNACIONAL SOBRE TERRORISMO EM MEIO À TENSÃO DIPLOMÁTICA

 
Encontro em Washington reunirá representantes de mais de 60 países para discutir cooperação internacional no combate ao terrorismo político
O governo dos Estados Unidos convidou oficialmente o Brasil para participar de uma reunião internacional sobre terrorismo e o que a administração norte-americana classifica como o "ressurgimento do terrorismo transnacional de esquerda". O encontro está marcado para o dia 16 de julho, em Washington, e deverá reunir representantes de mais de 60 países das Américas, Europa e Ásia.
O convite foi encaminhado ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Até o momento, o Itamaraty não confirmou se o Brasil participará da reunião nem quem representará o país no evento.
O encontro será liderado pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e tem como objetivo ampliar a cooperação entre governos no enfrentamento a organizações classificadas pelos norte-americanos como envolvidas em terrorismo político e violência transnacional.
Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, a reunião pretende discutir o avanço de grupos considerados responsáveis por atos de terrorismo político e fortalecer mecanismos de troca de informações, inteligência e cooperação internacional entre os países participantes.

Convite ocorre em meio a tensão diplomática
O convite acontece em um momento de atrito entre Brasília e Washington.
Nos últimos dias, o ministro Mauro Vieira criticou a possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas.
Em resposta, o Departamento de Estado afirmou que as declarações do chanceler brasileiro eram "absurdas" e que posicionamentos desse tipo poderiam dificultar os esforços internacionais de combate ao terrorismo.
A troca de declarações aumentou a tensão diplomática entre os dois países justamente às vésperas da reunião internacional.

Cooperação internacional
O governo norte-americano afirma que o encontro busca fortalecer a coordenação entre países diante de ameaças transnacionais e ampliar o intercâmbio de informações entre serviços de inteligência e órgãos de segurança.
A expectativa é reunir autoridades responsáveis por segurança, relações exteriores e inteligência para discutir estratégias de prevenção, financiamento de organizações extremistas, cooperação jurídica internacional e mecanismos de combate ao terrorismo.

Brasil ainda não definiu participação
Apesar do convite oficial, o governo brasileiro ainda não informou se enviará representantes ao encontro em Washington.
A decisão deverá ser anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores nos próximos dias, enquanto permanecem as discussões diplomáticas entre os dois países sobre temas ligados à segurança internacional e ao combate ao crime organizado.

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