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EUA NEGAM TENTATIVA DE INTERFERÊNCIA NAS ELEIÇÕES APÓS BRASIL BARRAR DIPLOMATAS

 
O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou neste sábado (25) que a missão de dois diplomatas norte-americanos ao Brasil não tinha como objetivo interferir nas eleições presidenciais de 2026. A manifestação ocorreu um dia após o governo brasileiro negar os vistos de entrada dos representantes americanos.
Em nota oficial, o governo dos Estados Unidos classificou como "mentira sem fundamento" as alegações de que a visita faria parte de uma estratégia para questionar ou enfraquecer o processo eleitoral brasileiro.

Governo americano diz que missão era de rotina
Segundo o Departamento de Estado, a viagem dos diplomatas Riley Barnes e Samuel Samson estava prevista para ocorrer entre os dias 27 e 30 de julho e fazia parte das atividades regulares da pasta.
A agenda incluiria encontros com representantes do governo brasileiro, líderes religiosos e integrantes da sociedade civil para tratar de temas como liberdade de expressão, direitos humanos e integridade eleitoral.
"Qualquer insinuação de que a visita seria uma manobra para minar as eleições de uma nação democrática é uma mentira sem fundamento. Tratava-se de uma visita de rotina", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado.

Brasil negou os vistos
Na sexta-feira (24), o Ministério das Relações Exteriores decidiu negar os vistos diplomáticos aos dois integrantes do governo americano.
A decisão ocorreu antes da publicação de reportagem do jornal The Washington Post, que informou que a missão poderia abordar questões relacionadas ao sistema eleitoral brasileiro e às urnas eletrônicas.
Segundo informações divulgadas por fontes ligadas ao governo brasileiro, a avaliação foi de que a natureza da missão era incomum e que os representantes americanos poderiam desempenhar um papel diferente daquele normalmente exercido por observadores internacionais.

Reportagem ampliou repercussão
A reportagem do The Washington Post afirmou que integrantes do governo dos Estados Unidos pretendiam discutir temas relacionados à transparência eleitoral durante a visita ao Brasil.
Após a publicação, o episódio ganhou repercussão diplomática e política.
Enquanto o governo brasileiro sustentou que a missão despertava preocupação por ocorrer às vésperas das eleições, o governo americano negou qualquer intenção de interferência no processo eleitoral e reiterou que a visita fazia parte das atividades regulares do Departamento de Estado.
O episódio ocorre em um momento de aumento das tensões entre Brasil e Estados Unidos, que também divergem em temas relacionados ao comércio internacional, à regulamentação das plataformas digitais e à condução de assuntos diplomáticos.

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