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LULA CHAMA PROPOSTA ATRIBUIDA A TRUMP SOBRE O ESTREITO DE ORMUZ DE "PIRATARIA"

 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar as discussões envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo no mundo.
Durante discurso nesta segunda-feira (13), Lula classificou como "pirataria" a proposta atribuída a Trump de cobrar uma taxa sobre embarcações que atravessem o estreito. Segundo o presidente brasileiro, os Estados Unidos não têm autoridade para impor qualquer tipo de cobrança em uma região que não está sob sua soberania.
"Antigamente isso se chamava pirataria. Os Estados Unidos combateram a pirataria durante muito tempo e agora não podem agir como piratas", afirmou.

Discurso reforça confronto com Washington
As declarações ampliam o tom adotado por Lula nas últimas semanas diante do aumento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington.
Ao responsabilizar os Estados Unidos pela escalada militar envolvendo o Irã, o presidente brasileiro afirmou que o conflito internacional está produzindo impactos diretos sobre a economia brasileira.
Segundo Lula, o aumento do preço do petróleo eleva o custo do diesel e da gasolina, pressionando também os preços dos alimentos.

Lula volta a defender o Irã
Outro ponto que chamou atenção foi a defesa feita pelo presidente em relação ao programa nuclear iraniano.
Lula relembrou o acordo firmado em 2010 entre Brasil, Turquia e Irã para sustentar que Teerã havia assumido compromissos de utilizar o enriquecimento de urânio apenas para fins pacíficos.
O presidente também comparou a situação atual às alegações feitas pelos Estados Unidos antes da invasão do Iraque, quando o governo norte-americano afirmou que Saddam Hussein possuía armas químicas, fato que posteriormente não foi confirmado pelas inspeções internacionais.

Declarações aumentam desgaste diplomático
A fala de Lula ocorre em um momento de crescente desgaste nas relações entre Brasil e Estados Unidos.
Enquanto o governo brasileiro critica a postura norte-americana em relação aos conflitos internacionais e às disputas comerciais, Washington mantém divergências públicas com Brasília em temas diplomáticos, econômicos e geopolíticos.
Especialistas avaliam que o endurecimento do discurso pode dificultar ainda mais o diálogo entre os dois governos em um cenário internacional já marcado por elevada instabilidade.

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