O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (28) a defesa do homeschooling e das escolas cívico-militares como alternativas para a educação brasileira. As declarações foram feitas durante a abertura da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Niterói, no Rio de Janeiro.
Durante o discurso, Lula afirmou que considera equivocada a ideia de que esses modelos representem soluções para os desafios da educação no país.
"Quando aparece alguém clamando a escola cívico-militar como solução à educação, alguma coisa está errada. Quando aparece alguém dizendo que não quer que o filho vá à escola porque quer que o filho aprenda em casa, alguma coisa está errada", declarou.
Críticas ao homeschooling e às escolas cívico-militares
Ao comentar as duas propostas, o presidente associou ambas a setores do bolsonarismo e afirmou que elas representam uma visão contrária ao modelo de ensino defendido pelo governo federal.
Segundo Lula, o fortalecimento da educação pública deve continuar sendo prioridade, com investimentos em pesquisa, universidades e formação de profissionais da educação.
Defesa dos investimentos em universidades
Durante o evento, Lula também destacou os investimentos realizados em instituições federais de ensino superior ao longo de seus mandatos.
O presidente afirmou que sua gestão ampliou o acesso às universidades e defendeu a expansão da pesquisa científica como instrumento para o desenvolvimento do país.
"Não pode ser normal que um torneiro mecânico que só tem um diploma primário passe para a história como o presidente que mais investiu em universidades na história do país", afirmou.
Debate sobre modelos educacionais
O tema voltou ao centro das discussões nos últimos anos. Enquanto defensores do homeschooling argumentam que a modalidade amplia a liberdade das famílias na educação dos filhos, críticos sustentam que a convivência escolar desempenha papel importante na formação social e no desenvolvimento das crianças.
Já as escolas cívico-militares também dividem opiniões. Seus apoiadores defendem ganhos em disciplina, organização e desempenho escolar, enquanto opositores argumentam que esse modelo não deve substituir políticas estruturais voltadas para a educação pública.
As declarações do presidente ocorrem em um momento em que o tema da educação volta a ocupar espaço no debate político nacional às vésperas das eleições de 2026.

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