Uma proposta apresentada na Câmara dos Deputados pretende alterar dispositivos da Lei Maria da Penha para ampliar garantias processuais às pessoas acusadas e estabelecer mecanismos de responsabilização em casos de denúncias comprovadamente falsas.
De autoria da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), o Projeto de Lei nº 5.128/2025 propõe mudanças nas regras relacionadas às medidas protetivas de urgência, reacendendo o debate sobre o equilíbrio entre a proteção das vítimas de violência doméstica e o direito à ampla defesa.
Pelo texto, após a concessão de uma medida protetiva, o investigado deverá ser formalmente notificado e terá prazo para apresentar manifestação por escrito. A proposta também prevê que, caso a Justiça conclua que a denúncia foi apresentada de forma dolosa, com a intenção de prejudicar outra pessoa, o juiz deverá comunicar o Ministério Público para avaliar a eventual prática de crimes previstos no Código Penal, como denunciação caluniosa e comunicação falsa de crime.
Além da esfera criminal, o projeto abre espaço para que o denunciante responda civilmente pelos danos morais e materiais causados à pessoa acusada, desde que fique comprovada a má-fé.
Na justificativa apresentada ao Congresso, Júlia Zanatta afirma que a proposta não busca reduzir a proteção oferecida às vítimas de violência doméstica. Segundo a parlamentar, o objetivo é assegurar que o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa sejam respeitados, além de coibir o uso indevido das medidas protetivas.
A discussão ganhou força nas redes sociais após o lançamento da campanha Lei Para Todos, que incentiva a população a acessar o portal leiparatodos.com para conhecer a proposta e registrar relatos de pessoas que afirmam ter sido vítimas de falsas acusações.
Os organizadores da iniciativa defendem que acusações comprovadamente falsas podem provocar consequências duradouras, como perda de emprego, danos à reputação, rompimento de vínculos familiares, prejuízos financeiros e impactos psicológicos.
A proposta, no entanto, divide opiniões entre especialistas. Defensores argumentam que a responsabilização de denúncias feitas de má-fé fortalece a credibilidade da própria Lei Maria da Penha e evita abusos do sistema judicial. Já entidades ligadas à defesa dos direitos das mulheres alertam que qualquer alteração na legislação deve preservar a segurança de vítimas reais e evitar que mudanças desestimulem denúncias legítimas.
O projeto ainda está em fase inicial de tramitação na Câmara dos Deputados. Antes de se tornar lei, o texto precisará ser analisado pelas comissões temáticas, aprovado pelo plenário da Câmara, pelo Senado Federal e, posteriormente, sancionado pelo presidente da República.
Enquanto o debate avança no Congresso, a proposta segue repercutindo nas redes sociais, onde apoiadores e críticos discutem os limites entre a proteção às vítimas, a responsabilização por denúncias comprovadamente falsas e a garantia dos direitos fundamentais previstos na Constituição.
De autoria da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), o Projeto de Lei nº 5.128/2025 propõe mudanças nas regras relacionadas às medidas protetivas de urgência, reacendendo o debate sobre o equilíbrio entre a proteção das vítimas de violência doméstica e o direito à ampla defesa.
Pelo texto, após a concessão de uma medida protetiva, o investigado deverá ser formalmente notificado e terá prazo para apresentar manifestação por escrito. A proposta também prevê que, caso a Justiça conclua que a denúncia foi apresentada de forma dolosa, com a intenção de prejudicar outra pessoa, o juiz deverá comunicar o Ministério Público para avaliar a eventual prática de crimes previstos no Código Penal, como denunciação caluniosa e comunicação falsa de crime.
Além da esfera criminal, o projeto abre espaço para que o denunciante responda civilmente pelos danos morais e materiais causados à pessoa acusada, desde que fique comprovada a má-fé.
Na justificativa apresentada ao Congresso, Júlia Zanatta afirma que a proposta não busca reduzir a proteção oferecida às vítimas de violência doméstica. Segundo a parlamentar, o objetivo é assegurar que o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa sejam respeitados, além de coibir o uso indevido das medidas protetivas.
A discussão ganhou força nas redes sociais após o lançamento da campanha Lei Para Todos, que incentiva a população a acessar o portal leiparatodos.com para conhecer a proposta e registrar relatos de pessoas que afirmam ter sido vítimas de falsas acusações.
Os organizadores da iniciativa defendem que acusações comprovadamente falsas podem provocar consequências duradouras, como perda de emprego, danos à reputação, rompimento de vínculos familiares, prejuízos financeiros e impactos psicológicos.
A proposta, no entanto, divide opiniões entre especialistas. Defensores argumentam que a responsabilização de denúncias feitas de má-fé fortalece a credibilidade da própria Lei Maria da Penha e evita abusos do sistema judicial. Já entidades ligadas à defesa dos direitos das mulheres alertam que qualquer alteração na legislação deve preservar a segurança de vítimas reais e evitar que mudanças desestimulem denúncias legítimas.
O projeto ainda está em fase inicial de tramitação na Câmara dos Deputados. Antes de se tornar lei, o texto precisará ser analisado pelas comissões temáticas, aprovado pelo plenário da Câmara, pelo Senado Federal e, posteriormente, sancionado pelo presidente da República.
Enquanto o debate avança no Congresso, a proposta segue repercutindo nas redes sociais, onde apoiadores e críticos discutem os limites entre a proteção às vítimas, a responsabilização por denúncias comprovadamente falsas e a garantia dos direitos fundamentais previstos na Constituição.

0 Comentários
Obrigado pela sugestão.