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PT QUER TIRAR DO AR VÍDEO DE EDUARDO BOLSONARO E IMPEDIR NOVAS PUBLICAÇÕES

 
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, protocolou nesta segunda-feira (27) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). A ação pede a retirada imediata de uma transmissão ao vivo publicada em seu canal no YouTube e solicita que novas publicações com conteúdo semelhante sejam proibidas.
Segundo a petição, a live foi realizada no dia 23 de julho, teve duração superior a 55 minutos e contou com a participação do estrategista argentino Fernando Cerimedo. Para a federação, durante a transmissão foram divulgadas informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro e as urnas eletrônicas.
Os partidos afirmam que a live apresentou acusações já analisadas e rejeitadas pela Justiça Eleitoral, incluindo referências a supostos documentos da CIA para questionar a segurança do sistema de votação.
De acordo com a ação, foram identificadas 11 afirmações consideradas falsas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas. A federação sustenta que o conteúdo integra uma estratégia para desacreditar a Justiça Eleitoral e levantar dúvidas sobre o processo eleitoral antes das eleições de 2026.
Além da remoção do vídeo, o pedido apresentado ao TSE requer que Eduardo Bolsonaro seja impedido de divulgar novos conteúdos com o mesmo teor. Os autores também pedem a aplicação de multa de até R$ 30 mil, além da fixação de multa diária em caso de eventual descumprimento de decisão judicial.
A representação também faz referência às recentes declarações do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmando que ambas fariam parte de uma mesma narrativa de questionamento do sistema eletrônico de votação.
Para embasar o pedido, a Federação Brasil da Esperança cita decisões anteriores do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceram a constitucionalidade das medidas de combate à desinformação eleitoral. A ação destaca ainda que as urnas eletrônicas são submetidas regularmente a testes públicos de segurança e auditorias promovidas pela Justiça Eleitoral.
Até a publicação desta reportagem, Eduardo Bolsonaro não havia se manifestado publicamente sobre a representação apresentada ao TSE.

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