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TRUMP AMEAÇA NOVA AÇÃO MILITAR CONTRA O IRÃ SE ACORDO NUCLEAR NÃO FOR FECHADO

 
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra o Irã e afirmou que Washington poderá realizar uma nova ofensiva militar caso Teerã não aceite um acordo definitivo sobre seu programa nuclear.
Em entrevista concedida à emissora Fox News, Trump declarou que este é "um bom momento" para que o governo iraniano formalize um entendimento com os Estados Unidos. Segundo o presidente americano, o Irã teria sinalizado que não pretende desenvolver armas nucleares, mas o compromisso ainda precisaria ser oficializado.
"Se não tivermos um acordo com o Irã, voltaremos e terminaremos o trabalho", afirmou.

Trump faz novas ameaças
Durante a entrevista, Trump afirmou que, caso as negociações fracassem, os Estados Unidos poderão atacar alvos estratégicos iranianos.
O presidente chegou a dizer que "em duas horas as principais pontes do Irã serão destruídas", embora tenha acrescentado que prefere uma solução negociada e evitar ataques contra infraestrutura civil.
Trump também voltou a afirmar que os Estados Unidos não permitirão que o Irã desenvolva armas nucleares.
"Nunca terão uma arma nuclear", declarou.
Encontro com Netanyahu
As declarações foram feitas poucas horas antes de uma reunião bilateral entre Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca.
O presidente americano afirmou que Netanyahu continua acompanhando de perto as negociações envolvendo o programa nuclear iraniano e voltou a destacar o apoio dos Estados Unidos ao governo israelense.
Trump também sugeriu que, sem sua atuação, Israel estaria mais vulnerável diante das ameaças do regime iraniano.

Estreito de Ormuz
Outro tema abordado foi o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.
Trump afirmou que os Estados Unidos mantêm controle sobre a região e declarou que "passam por Ormuz apenas os navios que queremos que passem", reforçando a posição estratégica americana no Golfo Pérsico.

Tarifas e comércio
Além da política externa, Trump voltou a defender sua política comercial.
Segundo ele, as tarifas impostas pelo governo americano não prejudicam a economia dos Estados Unidos e contribuíram para fortalecer a indústria nacional, citando a General Motors como exemplo.
O presidente também afirmou que não considera essencial renovar o acordo comercial firmado entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA), avaliando que o tratado beneficia mais os parceiros comerciais do que a economia americana.
As declarações aumentam a tensão diplomática em torno do programa nuclear iraniano e ocorrem em meio às negociações entre Washington e Teerã para tentar evitar uma nova escalada militar no Oriente Médio.

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