O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) colocou a disputa pelo Senado no centro de sua estratégia para as eleições de 2026.
Nesta terça-feira (11), em Brasília, Flávio reuniu candidatos ao Senado de diferentes estados e defendeu a formação de uma maioria de centro-direita na Casa a partir de 2027.
A eleição deste ano terá um peso especial: dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa, permitindo uma mudança significativa na composição da Casa.
Para Flávio, conquistar essa maioria será fundamental não apenas para enfrentar um eventual novo governo Lula, mas também para aumentar a pressão institucional sobre o Supremo Tribunal Federal.
Flávio parte para cima de Moraes
Durante o encontro, Flávio fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes e o acusou de exercer um papel político favorável ao presidente Lula.
“O Alexandre de Moraes hoje virou o grande articulador político do Lula”, declarou.
Flávio citou como exemplo encontros envolvendo Moraes, Lula e outras lideranças políticas.
A afirmação representa a avaliação política do candidato. Não há decisão ou conclusão institucional estabelecendo que Moraes exerça formalmente qualquer função de articulação para o governo.
Senado vira peça-chave para 2027
O Brasil vai vencer a herança de atraso e retrocesso deixada pela esquerda. O primeiro passo foi dado. Agora, conto com todos vocês para resgatarmos o nosso Brasil e dar início a reconstrução.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) August 11, 2026
O Brasil vai vencer! pic.twitter.com/FI5QqV7iiV
A estratégia de Flávio ajuda a explicar por que a direita está dando tanta importância às candidaturas ao Senado.
A Casa possui competências exclusivas importantes, incluindo analisar indicações presidenciais para ministros do STF e outras autoridades.
Também cabe ao Senado processar e julgar ministros do Supremo em eventuais processos de impeachment, observados os procedimentos constitucionais.
Por isso, para o grupo político de Flávio, vencer a Presidência sem construir uma bancada forte no Congresso não seria suficiente.
A intenção é chegar a 2027 com força parlamentar para influenciar diretamente a relação entre Executivo, Congresso e Supremo.
Flávio também cobra Lula
O candidato ainda direcionou suas críticas ao presidente Lula ao mencionar investigações e suspeitas relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de questões envolvendo integrantes do PT citados no caso Banco Master.
“O Lula é quem deve explicações ao Brasil”, afirmou Flávio.
As declarações são acusações políticas do senador e não significam que Lula ou Lulinha tenham sido condenados pelos fatos mencionados.
Batalha pelo Senado ganha dimensão nacional
A movimentação mostra que a eleição de 2026 não será disputada apenas pelo Palácio do Planalto.
Para Flávio Bolsonaro, conquistar o Senado faz parte do mesmo projeto de conquistar a Presidência.
Com dois terços das cadeiras em jogo, uma vitória expressiva da direita poderia alterar significativamente a correlação de forças em Brasília.
É justamente por isso que o Senado começa a aparecer como uma das maiores batalhas políticas de 2026.
A estratégia de Flávio é clara: não basta vencer para presidente. Ele quer chegar a 2027 também com força suficiente no Senado para enfrentar Lula e aumentar a pressão sobre o STF.

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