Eleição vai renovar 54 das 81 cadeiras da Casa; levantamentos estaduais mostram nomes de diferentes campos políticos disputando as duas vagas em cada unidade da Federação
A disputa pelo Senado entrou na reta final com atenção especial sobre a futura composição da Casa.
No próximo dia 4 de outubro, os brasileiros vão escolher 54 senadores, renovando dois terços das 81 cadeiras. Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois representantes.
Levantamentos estaduais mostram candidatos ligados à direita entre os nomes competitivos em diferentes regiões, ao mesmo tempo em que candidatos de centro e esquerda também aparecem na disputa pelas vagas.
Uma projeção publicada pelo Congresso em Foco em junho, construída a partir das pesquisas disponíveis naquele período, calculou que partidos classificados pelo veículo como de direita e centro-direita poderiam chegar a 40 das 81 cadeiras a partir de 2027.
O número deixaria esse conjunto de partidos próximo das 41 cadeiras correspondentes à maioria absoluta do Senado.
A própria projeção, entretanto, foi apresentada como uma fotografia daquele momento eleitoral, sujeita a mudanças até a votação.
DISPUTAS ESTADUAIS SEGUEM ABERTAS
No Rio de Janeiro, por exemplo, pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23) mostra Benedita da Silva (PT) com 15%, enquanto Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL) aparecem com 10% cada.
Com margem de erro de três pontos percentuais, há empate técnico envolvendo diferentes candidatos na disputa pelas duas cadeiras.
A pesquisa ouviu 1.302 pessoas entre 19 e 22 de setembro e está registrada no TSE sob o número RJ-04982/2026.
Cenários competitivos também aparecem em outros estados, fazendo com que a composição definitiva do Senado permaneça em aberto a poucos dias da votação.
POR QUE O SENADO GANHOU TANTA IMPORTÂNCIA?
A atenção sobre a eleição para senador não acontece apenas pelo número de cadeiras em disputa.
O Senado possui algumas das atribuições mais importantes do sistema político brasileiro.
Cabe aos senadores analisar indicações para o Supremo Tribunal Federal, Procuradoria-Geral da República, Banco Central e outras instituições.
Também compete ao Senado processar e julgar determinadas autoridades em crimes de responsabilidade, incluindo ministros do STF, observadas as regras constitucionais e legais aplicáveis.
Por isso, a futura composição da Casa ganhou espaço central nas estratégias dos diferentes grupos políticos para 2027.
IMPEACHMENT DE MINISTROS DO STF TAMBÉM ENTRA NO DEBATE
A discussão sobre pedidos de impeachment contra ministros do Supremo também passou a aparecer na campanha para o Senado.
Pesquisa Datafolha divulgada em setembro mostrou um eleitorado dividido sobre o assunto.
Segundo o levantamento, 34% afirmaram que teriam maior chance de votar em um candidato ao Senado que apoiasse o impeachment de ministros do STF. Outros 31% disseram que essa posição reduziria sua chance de votar no candidato.
Para 30%, o posicionamento não alteraria o voto.
Os números mostram que o tema mobiliza parcelas relevantes do eleitorado, mas também evidencia divisão sobre a questão.
COMPOSIÇÃO DO SENADO SERÁ DEFINIDA NAS URNAS
Dos 81 senadores, 27 têm mandatos que continuam depois das eleições e 54 cadeiras estarão em disputa.
Isso significa que a votação de outubro terá capacidade de alterar significativamente a composição partidária da Casa.
Pesquisas estaduais permitem acompanhar o cenário atual, mas não determinam antecipadamente como ficará o Senado.
A resposta definitiva virá das urnas em 4 de outubro, quando serão conhecidos os dois candidatos mais votados de cada estado e do Distrito Federal.

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