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SEM ARRUDA, CANDIDATOS DO PSD DECIDEM POR INDEPENDÊNCIA NO 1º TURNO NO DF



Reunião nesta sexta-feira(25) definiu que candidatos a deputado distrital terão liberdade na disputa pelo Palácio do Buriti; decisão sobre eventual apoio fica para o segundo turno
O PSD do Distrito Federal definiu nesta sexta-feira (25) o caminho que pretende seguir na reta final das eleições de 2026 após a saída de José Roberto Arruda da disputa pelo Governo do DF.
Em reunião com a direção regional da legenda, os candidatos a deputado distrital decidiram pela independência no primeiro turno. Na prática, o grupo não fechou apoio conjunto a nenhum dos candidatos que permanecem na corrida pelo Palácio do Buriti.
O encontro contou com a participação do presidente regional do PSD, Paulo Octavio, do vice-presidente Lucas Kontoyanes e dos integrantes da nominata para a Câmara Legislativa.
Segundo informações obtidas pela reportagem, dos 25 candidatos a deputado distrital do partido, dois se abstiveram da decisão.
Com isso, a posição predominante foi manter a independência neste primeiro momento e deixar uma eventual definição partidária para o segundo turno.

SAÍDA DE ARRUDA OBRIGOU PSD A REDEFINIR ESTRATÉGIA
A reunião foi convocada depois que o Tribunal Superior Eleitoral manteve o indeferimento da candidatura de José Roberto Arruda ao Governo do Distrito Federal.
O julgamento terminou por 5 votos a 2 na quinta-feira (24), encerrando a participação do ex-governador na disputa.
Horas depois da decisão, o presidente do partido informou que ouviria candidatos, dirigentes e filiados antes de definir os próximos passos.
A preocupação da direção também está voltada para a eleição das bancadas do PSD na Câmara Legislativa e na Câmara dos Deputados.

25 CANDIDATOS PARTICIPAM DA DISPUTA PELA CLDF
O PSD possui 25 candidatos registrados na disputa pelas 24 cadeiras da Câmara Legislativa.
Sem uma candidatura própria ao Governo do DF, a decisão pela independência permite que os integrantes da nominata concentrem suas campanhas na eleição proporcional sem uma adesão coletiva imediata a outro nome para o Palácio do Buriti.
A definição também evita, neste momento, que o partido transfira formalmente seu apoio para uma das campanhas adversárias de Arruda.

DECISÃO FICA PARA O SEGUNDO TURNO
Pelo entendimento adotado na reunião, uma nova discussão sobre o posicionamento do PSD poderá ocorrer caso a eleição para o Governo do Distrito Federal avance para o segundo turno.
Até lá, os candidatos seguem com autonomia política no primeiro turno.
A decisão encerra uma das principais dúvidas abertas depois da saída de Arruda e define a estratégia do PSD para os últimos dias de campanha: preservar a independência da legenda e concentrar esforços nas candidaturas proporcionais.
Com apenas alguns dias até a votação, o destino político do grupo que estava reunido em torno da candidatura de Arruda passa a ser um dos movimentos acompanhados na reta final da eleição do Distrito Federal.
Arruda ira pessoalmente as ruas do DF fazer campanha para cada candidato do PSD.

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