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APÓS REUNIÃO COM DIRETOR DA PF, MORAES DETERMINA PRISÃO DE EDUARDO BOLSONARO

 
Encontro não registrado nas agendas oficiais ocorreu na terça-feira (6). No dia seguinte, ministro do STF ordenou a execução da pena do ex-deputado e o cancelamento de seus passaportes.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na quarta-feira (7) a expedição de mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), condenado a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto.
A decisão ocorreu um dia após Moraes participar de uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e outros integrantes da cúpula da instituição. O encontro, realizado na terça-feira (6), não constava das agendas oficiais divulgadas.
A sequência dos acontecimentos chama atenção pela proximidade das datas. Entretanto, não há comprovação de que a reunião tenha tratado da situação de Eduardo Bolsonaro ou influenciado a ordem judicial.

Moraes determina cancelamento dos passaportes
Além da expedição do mandado de prisão, Moraes ordenou o cancelamento dos passaportes brasileiros emitidos em nome de Eduardo Bolsonaro.
O ex-parlamentar foi condenado pelo crime de coação no curso do processo, relacionado à sua atuação nos Estados Unidos durante o julgamento envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo as informações divulgadas sobre o processo, a condenação tornou-se definitiva em 3 de outubro, permitindo o início do cumprimento da pena.
Eduardo permanece nos Estados Unidos desde 2025. Dessa forma, a expedição do mandado não significa que ele tenha sido efetivamente preso.

Reunião com a PF não constava das agendas
O encontro entre Moraes e dirigentes da Polícia Federal ocorreu um dia antes da decisão.
Além de Andrei Rodrigues, participaram integrantes das áreas de inteligência e investigação da corporação.
A ausência da reunião nas agendas oficiais levanta questionamentos sobre a transparência do compromisso, embora não constitua prova de irregularidade.
Até o momento, não foram apresentados elementos que estabeleçam relação direta entre o encontro e a determinação judicial contra Eduardo Bolsonaro.

Decisão ocorre durante campanha presidencial
A ordem de prisão foi expedida durante a disputa do segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para 25 de outubro.
A situação de Eduardo acrescenta um novo episódio judicial envolvendo a família Bolsonaro durante o período eleitoral.
O ex-deputado criticou a decisão e classificou a medida como arbitrária.
A execução da pena, contudo, decorre juridicamente do encerramento do processo criminal, enquanto eventuais medidas para cumprimento da ordem fora do Brasil dependerão dos procedimentos legais aplicáveis.
A proximidade entre a reunião e a decisão é um fato cronológico, mas não demonstra, por si só, qualquer vínculo entre os dois acontecimentos.

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