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NO 2º TURNO, DIREITA LIDERA EM QUATRO DOS SEIS ESTADOS E PODE CHEGAR A 18 GOVERNADORES ELEITOS EM 2026


No Distrito Federal, Celina Leão aparece à frente de Leandro Grass nas pesquisas. O cenário reforça a possibilidade de ampliação da presença da direita nos governos estaduais a partir de 2027.
A direita brasileira chega ao segundo turno das eleições de 2026 em posição favorável para ampliar sua presença nos governos estaduais. Após conquistar 13 governos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, candidatos associados ao campo político lideram numericamente as pesquisas em quatro dos seis estados que voltarão às urnas no próximo domingo, 25 de outubro.
O levantamento considera pesquisas eleitorais divulgadas entre 6 e 17 de outubro e aponta vantagens no Acre, Distrito Federal, Espírito Santo e Tocantins.
Se confirmar essas quatro vitórias e também conquistar o Rio Grande do Norte, a direita poderá alcançar 18 dos 27 governos estaduais, aproximadamente dois terços das unidades da Federação.

Distrito Federal: Celina Leão lidera disputa contra Leandro Grass
No Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição, aparece numericamente à frente de Leandro Grass (PT) nas pesquisas consideradas.
Um dos levantamentos divulgados durante o segundo turno, realizado pelo instituto Igape, apontou Celina com 60,7% dos votos válidos, contra 39,3% de Leandro Grass.
A vantagem coloca Celina em posição favorável na reta final da campanha e torna o Distrito Federal uma das disputas importantes para o desempenho da direita no segundo turno.
A eleição também representa um confronto entre dois campos políticos distintos: Celina busca a continuidade de sua gestão, enquanto Grass disputa o Palácio do Buriti com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Uma eventual vitória de Celina manteria o governo do Distrito Federal sob uma liderança associada à direita, contribuindo para a composição nacional projetada pelo levantamento.
Direita também aparece à frente em outros três estados
Além do Distrito Federal, candidatos identificados com a direita lideram numericamente as pesquisas no Acre, Espírito Santo e Tocantins.
Embora o cenário seja favorável, os resultados ainda dependem da votação. As diferenças registradas devem ser avaliadas conforme a margem de erro e a metodologia de cada pesquisa.

Rio Grande do Norte tem disputa equilibrada
No Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT) protagonizam uma disputa acirrada.
Nos levantamentos considerados, Allyson registra entre 51,7% e 53,7% dos votos válidos, enquanto Cadu aparece entre 46,3% e 48,3%.
Apesar da vantagem numérica de Allyson, as pesquisas apontam empate técnico.
O resultado poderá influenciar a dimensão da presença da direita nos governos estaduais no próximo mandato.

Amazonas apresenta vantagem de Omar Aziz
No Amazonas, Omar Aziz (PSD) aparece numericamente à frente de Maria do Carmo (PL).
O levantamento classifica Aziz como candidato de esquerda, embora essa classificação deva ser interpretada com cautela diante das alianças políticas regionais.
O estado apresenta, portanto, um cenário diferente daquele observado nas quatro disputas em que a direita aparece à frente.

Segundo turno poderá redefinir o equilíbrio político nacional
As eleições estaduais ocorrerão simultaneamente ao segundo turno presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
A composição dos governos estaduais terá influência nas negociações com o próximo presidente, especialmente em áreas como segurança pública, infraestrutura, saúde, educação e distribuição de recursos federais.
No Distrito Federal, o resultado também será decisivo para definir a continuidade ou a mudança da orientação política do Governo do Distrito Federal a partir de 2027.
Com Celina Leão à frente nas pesquisas do DF e vantagens numéricas em outros três estados, a direita chega ao segundo turno com perspectivas de ampliar sua representação no comando das unidades da Federação.
A confirmação desse cenário dependerá dos resultados das urnas em 25 de outubro.
Os números mencionados são resultados de pesquisas eleitorais, não resultados definitivos. A projeção nacional segue a classificação ideológica do levantamento apresentado.

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