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PMDF MOBILIZA 5 MIL POLICIAIS E REFORÇA SEGURANÇA DAS EMBAIXADAS APÓS AS ELEIÇÕES

 

Polícia Militar prepara operação especial para o segundo turno, com reforço na área central de Brasília, drones, câmeras corporais e monitoramento das urnas. Corporação afirma que não existe ameaça identificada contra representações diplomáticas.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) preparou uma grande operação de segurança para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para este domingo (25). Aproximadamente 5 mil policiais militares serão mobilizados para garantir a tranquilidade da votação e prevenir possíveis ocorrências eleitorais.
Além do policiamento nos locais de votação, a corporação estabeleceu planos de contingência para reforçar a segurança da área central de Brasília e das embaixadas após a divulgação dos resultados.
A preocupação das autoridades está relacionada à possibilidade de manifestações e reações ao resultado das urnas, especialmente diante do cenário de polarização política.
Entretanto, a PMDF esclarece que não há qualquer alerta ou indicativo concreto de ameaça contra as representações diplomáticas.

PMDF PREPARA REFORÇO NAS EMBAIXADAS PARA O PÓS-ELEIÇÃO
De acordo com o coronel Rômulo Palhares, a corporação está preparada para ampliar o policiamento em pontos estratégicos da capital federal caso seja necessário.
“O resultado dessa eleição, sobretudo quando se leva em consideração o cenário claramente polarizado, pode despertar paixões no eleitor, por isso temos planos de contingência para poder atuar na área central e potencializar a proteção das áreas das embaixadas”, declarou.
O planejamento busca garantir uma resposta rápida diante de eventuais manifestações, preservando a segurança da população, das instituições públicas e das representações diplomáticas.
As medidas são preventivas e não representam a confirmação de qualquer ameaça específica.

CINCO MIL POLICIAIS MILITARES SERÃO EMPREGADOS NO SEGUNDO TURNO
A operação eleitoral contará com aproximadamente 5 mil policiais militares durante o período de votação, das 8h às 17h.
Segundo a PMDF, o efetivo será equivalente ao empregado no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
Os militares atuarão em pontos estratégicos, com viaturas destinadas aos locais de votação e equipes responsáveis pelo acompanhamento das ocorrências.
A corporação informou que a mobilização especial não prejudicará o policiamento regular nas demais regiões administrativas do Distrito Federal.
O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) também contará com cinco mesas específicas para o atendimento e o despacho de ocorrências relacionadas às eleições.

PRIMEIRO TURNO TEVE DEZ OCORRÊNCIAS ELEITORAIS
No primeiro turno, a PMDF registrou dez ocorrências relacionadas a possíveis crimes eleitorais.
Entre os casos contabilizados, sete envolveram suspeitas de boca de urna, duas ocorrências permaneceram em apuração e uma resultou em prisão em flagrante por suspeita de compra de votos em Planaltina.
As informações foram utilizadas no planejamento das ações para o segundo turno.
A corporação pretende intensificar a fiscalização de irregularidades eleitorais e garantir que os cidadãos possam exercer o direito ao voto sem intimidações ou constrangimentos.

CÂMERAS CORPORAIS, DRONES E RECONHECIMENTO FACIAL
A segurança eleitoral também contará com o apoio de novas tecnologias.
A PMDF realizará testes com câmeras corporais instaladas nos uniformes dos policiais militares e câmeras veiculares, que permitirão acompanhar ocorrências e identificar a localização das equipes.
Os equipamentos serão utilizados em conjunto com drones e com o sistema DF 360, que reúne recursos de videomonitoramento.
Segundo a corporação, as tecnologias incluem funcionalidades de leitura de placas e reconhecimento facial, que poderão auxiliar na identificação de pessoas e veículos envolvidos em possíveis ocorrências.
“São tecnologias que permitem geolocalizar, georreferenciar o nosso policial militar e permitem também que a gente acompanhe em tempo real, se assim for necessário, qualquer tipo de ocorrência”, explicou o coronel Palhares.
A expectativa é que a integração desses sistemas contribua para a prevenção de crimes e a produção de registros que possam auxiliar investigações.

TRE-DF REFORÇA SEGURANÇA DAS URNAS ELETRÔNICAS
A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), juíza Marília Guedes, destacou que o esquema de segurança também envolve o transporte, a distribuição e o monitoramento das urnas eletrônicas.
Segundo a magistrada, os equipamentos seguem procedimentos de cadeia de custódia desde a saída do galpão do TRE-DF até a entrega nos locais de votação.
O transporte envolve os Correios, a Polícia Judicial e os responsáveis pelas escolas, enquanto a Polícia Militar realiza o monitoramento das unidades.
“Para cada rota de urna tem uma dupla de policiais judiciais dos tribunais da União no Distrito Federal e temos também o monitoramento da Polícia Militar”, afirmou.
A presidente do TRE-DF também revelou que imagens do sistema DF 360 relacionadas a possíveis irregularidades no primeiro turno foram encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral.
Entre os registros estão casos de derramamento irregular de material de propaganda eleitoral, que serão analisados para eventual responsabilização dos envolvidos.

SEGURANÇA REFORÇADA ATÉ APÓS A DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS
O planejamento da Polícia Militar não se limita ao período de votação.
As equipes também estarão preparadas para atuar após o encerramento das urnas, quando a divulgação dos resultados poderá provocar concentrações de pessoas e manifestações em diferentes regiões de Brasília.
A atenção especial à área central e às embaixadas faz parte de uma estratégia preventiva de preservação da ordem pública.
Com aproximadamente 5 mil policiais militares mobilizados, monitoramento tecnológico e planos de contingência, a PMDF pretende garantir um segundo turno seguro e uma resposta rápida a eventuais ocorrências no período pós-eleitoral.
A corporação reforça que, até o momento, não existe ameaça identificada contra as representações diplomáticas e que as medidas adotadas fazem parte do planejamento regular de segurança para as eleições.

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