Sem citar diretamente Davi Alcolumbre, senadora reage às articulações antecipadas pela presidência do Senado e lembra que os 54 parlamentares eleitos e reeleitos ainda não foram diplomados.
A disputa pela presidência do Senado Federal ganhou um novo capítulo após a senadora Tereza Cristina (PP-MS) se manifestar sobre as articulações políticas em torno da reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP).
Com uma declaração firme, mas sem ataques pessoais, a parlamentar defendeu que a escolha do próximo presidente da Casa respeite a liberdade dos senadores, especialmente daqueles que acabam de conquistar seus mandatos nas eleições de outubro.
O posicionamento ocorreu após o anúncio de apoio de União Brasil e PP à permanência de Alcolumbre no comando do Senado.
A manifestação foi interpretada como um recado às lideranças que já trabalham para definir a eleição antes mesmo da posse dos novos parlamentares.
TEREZA CRISTINA LEMBRA QUE O SENADO TEM 81 VOTOS INDEPENDENTES
Em sua declaração, a senadora destacou que a escolha do presidente do Senado não depende apenas de acordos entre dirigentes partidários.
“A eleição da Presidência do Senado é decidida em fevereiro pelo voto livre, soberano e secreto de cada um dos 81 senadores.”
Tereza Cristina também chamou a atenção para o fato de que os 54 senadores eleitos e reeleitos em outubro ainda não haviam sido diplomados.
“Observamos que os 54 novos senadores eleitos e reeleitos sequer foram diplomados e têm todo o direito de expressar, no momento apropriado, sua vontade e, naturalmente, a dos eleitores que representam.”
A declaração reforça que os acordos partidários não substituem a decisão individual dos parlamentares na eleição da Mesa Diretora.
APOIO ANTECIPADO A ALCOLUMBRE PROVOCA REAÇÃO
Davi Alcolumbre trabalha para conquistar um novo mandato à frente do Senado Federal a partir de fevereiro de 2027.
A movimentação ganhou força após lideranças de União Brasil e PP anunciarem apoio à sua candidatura.
Entretanto, a antecipação dos compromissos políticos provocou questionamentos sobre o espaço reservado aos parlamentares que assumirão seus mandatos somente no próximo ano.
Tereza Cristina, que também vinha sendo mencionada como possível candidata à presidência do Senado, optou por defender publicamente o respeito ao processo eleitoral interno da Casa.
Embora não tenha citado Alcolumbre, o momento da manifestação fez com que suas palavras fossem interpretadas como uma resposta às articulações pela reeleição do atual presidente.
SENADORA DESTACA IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO
Além de defender a liberdade de voto, Tereza Cristina ressaltou a necessidade de ouvir os novos integrantes do Senado.
“Como líder veterana, estarei aqui para receber meus colegas, especialmente as 12 novas integrantes da bancada feminina.”
A parlamentar encerrou sua manifestação destacando o papel do diálogo nas decisões do Congresso Nacional.
“Quero ouvir todos, como sempre fiz, pois o diálogo no Parlamento é tudo.”
O posicionamento chamou a atenção pelo tom adotado. Em vez de confrontar diretamente Alcolumbre, a senadora concentrou sua argumentação no respeito aos mandatos e à autonomia dos parlamentares.
ELEIÇÃO PARA PRESIDÊNCIA DO SENADO SERÁ EM FEVEREIRO DE 2027
A escolha do próximo presidente do Senado está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando os parlamentares iniciarão a nova legislatura.
Até lá, as articulações partidárias deverão continuar, com diferentes grupos buscando apoio para seus candidatos.
Davi Alcolumbre conta com o apoio anunciado por União Brasil e PP, enquanto outros nomes seguem sendo discutidos nos bastidores políticos.
A votação será secreta, e o resultado dependerá da manifestação dos senadores no momento da eleição.
DECLARAÇÃO REFORÇA DEBATE SOBRE AUTONOMIA DO SENADO
A manifestação de Tereza Cristina coloca em evidência uma discussão importante sobre o funcionamento do Congresso Nacional.
Embora os partidos tenham legitimidade para negociar apoios e construir alianças, a escolha da presidência do Senado é uma atribuição dos parlamentares.
Ao lembrar que os recém-eleitos ainda não foram diplomados, a senadora destacou a importância de permitir que os novos representantes participem das decisões sobre o comando da Casa.
Sem mencionar adversários ou recorrer a ataques pessoais, Tereza Cristina defendeu que a presidência do Senado seja decidida no momento previsto, com respeito à liberdade de voto dos 81 senadores.
A disputa permanece aberta até a eleição de fevereiro de 2027.

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