A notícia-crime é uma resposta aos questionamentos dos parlamentares sobre a estranha visita do ministro da Justiça ao Complexo da Maré
O ministro da Justiça Flávio Dino apresentou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra sete parlamentares e pede a inclusão de seus nomes no inquérito das fake news. O motivo: Dino não gostou nem um pouco de ter sua visita ao Complexo da Maré, local dominado por facções criminosas, questionada. Vale lembrar que ninguém entra no lugar, um dos mais perigosos do Rio de Janeiro, sem autorização do tráfico e até mesmo o batalhão especializado da Polícia do Rio tem dificuldade para fazer operações lá, mas o ministro conseguiu entrar sem grandes dificuldades e com apenas dois carros de seguranças.
Os alvos do ministro da Justiça são:
os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Marcos do Val (Podemos-ES); e
os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carlos Jordy (P-RJ), Paulo Bilynsky (PL-SP), Otoni de Paula (MSB-RJ) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB).
“[Vou representar] contra alguns parlamentares que estão propagando, em associação delituosa, duas fake news. A primeira é de que eu estive no Complexo da Maré reunido com o Comando Vermelho. A segunda, igualmente criminosa, é que estava lá sem escolta policial”, afirmou.
Ao contrário do que Dino falou, não houve declarações de que ele esteve reunido com o CV, mas um questionamento sobre como um ministro da Justiça, responsável pela segurança pública do País, consegue entrar com tanta facilidade e sem ameaças à sua vida num território comandado por uma facção criminosa. Em segundo lugar, ele estava sendo acompanhado por apenas dois carros, quantidade muito inferior ao que é usualmente utilizado numa escolta policial.
De maneira geral, os parlamentares incluídos na notícia-crime apenas publicaram nas suas redes sociais que iriam convocar o ministro para explicar a visita no Congresso Nacional. Nesta terça-feira (21), inclusive, a Comissão de Segurança Pública da Câmara vai analisar 15 pedidos de convocação de Dino para este fim.
O ministro ainda acusou os parlamentares de "racismo" e quebra de decoro. “Essa gente vai em campanha eleitoral à favela da Maré e a outras pedir voto. Depois, diz que quem vai lá é amigo de bandido, como se todos os moradores fossem bandidos. Isso é execrável, hediondo, asqueroso. É inadmissível”, argumentou Dino.
Fonte: Brasil Sem Medo
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