O ex-presidente Michel Temer, que não ocupa cargo público desde o fim de seu mandato, voltou aos holofotes ao se posicionar contra o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, bandeira defendida pela base do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Temer, que foi preso duas vezes em 2019 no âmbito da Operação Lava Jato, acusado de crimes como corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro — e posteriormente solto —, passou a ser visto como um dos articuladores de bastidores para barrar a proposta no Congresso.
A movimentação de Temer foi recebida com críticas por setores bolsonaristas, que o acusam de representar a “velha política” e de atuar para preservar os interesses do sistema político tradicional. O ex-presidente defende um “pacto nacional” para pacificar o país, o que, na visão de seus críticos, seria apenas uma forma de manter o status quo e afastar Bolsonaro da disputa política de 2026.
Para analistas, o retorno de Temer ao centro do debate revela que as negociações em torno da anistia ganharam peso estratégico e podem impactar diretamente o cenário eleitoral. No entanto, sua participação gera questionamentos sobre sua legitimidade como figura de influência, já que não possui mandato nem função institucional no momento.
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