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Trump busca acabar com mais uma guerra

 
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) que se reunirá com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Budapeste, na Hungria, em uma tentativa de negociar o fim da guerra na Ucrânia. A informação foi confirmada pelo próprio Trump, após uma ligação telefônica considerada “produtiva” com o líder russo.
Acabo de concluir uma conversa telefônica com o presidente Vladimir Putin, da Rússia, e foi muito produtiva”, afirmou Trump. “Falamos bastante sobre comércio entre Rússia e Estados Unidos quando a guerra na Ucrânia acabar.”

Cenário de guerra e negociações paralelas
O encontro entre Trump e Putin ocorre em um momento delicado do conflito. A Rússia controla cerca de 19% do território ucraniano, incluindo as regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia. Em julho, Moscou anunciou controle total de Luhansk — primeira região integralmente ocupada desde a anexação da Crimeia em 2014.
Paralelamente, Trump receberá nesta sexta-feira (17) o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca. A reunião discutirá um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia, incluindo a possível transferência dos mísseis Tomahawk BMG-109, que têm alcance de até 2.500 km — o suficiente para atingir alvos em Moscou.
O Kremlin já alertou que a entrega dos mísseis poderia romper relações diplomáticas entre Rússia e EUA. Fabricados pela Raytheon, os Tomahawk também podem transportar ogivas nucleares, o que torna a negociação ainda mais sensível.

Delegações de alto nível
Na próxima semana, representantes americanos e russos se reunirão em Budapeste. A delegação dos EUA será liderada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, enquanto Moscou enviará diplomatas de alto escalão para discutir cessar-fogo, comércio e garantias de segurança.
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, comentou os esforços de Trump, lembrando a promessa de campanha do republicano de encerrar a guerra “em 24 horas” caso reassumisse a presidência.
“Infelizmente, é preciso reconhecer que o forte impulso de Anchorage para chegar a acordos foi, em grande parte, esgotado pelos esforços de oponentes e apoiadores da ‘guerra até o último ucraniano’ — principalmente entre os europeus”, declarou.

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