A cinco meses das eleições presidenciais, a segurança pública voltou ao centro das preocupações da população. Levantamento do Ipsos, realizado em 29 países, indica que 47% dos brasileiros apontam o crime e a violência como o principal problema do país.
O dado se mantém estável em relação às medições anteriores, mas reforça uma percepção cada vez mais presente no cotidiano: a criminalidade deixou de ser um fenômeno distante e passou a impactar diretamente a rotina da população.
O dado se mantém estável em relação às medições anteriores, mas reforça uma percepção cada vez mais presente no cotidiano: a criminalidade deixou de ser um fenômeno distante e passou a impactar diretamente a rotina da população.
Avanço das facções
Dados do Atlas da Violência 2025 mostram que organizações criminosas ampliaram sua presença territorial, sobretudo em regiões fora dos grandes centros urbanos.
O Comando Vermelho expandiu sua atuação de 128 para 286 municípios entre 2023 e 2025, evidenciando um movimento de interiorização das atividades ilícitas.
Já o Primeiro Comando da Capital tem priorizado o controle de áreas consideradas estratégicas, com foco em rotas logísticas e regiões com potencial econômico relevante.
Nordeste concentra maior pressão
A intensificação da violência é mais visível no Nordeste. Estados como a Bahia seguem registrando níveis elevados de criminalidade, com disputas territoriais entre facções e aumento de ocorrências violentas.
Especialistas apontam que a expansão para o interior e a disputa por novas rotas de tráfico têm contribuído para o agravamento do cenário na região.
Presença na economia formal
Outro ponto de atenção é a diversificação das atividades criminosas. Levantamento da CPI do Crime Organizado identificou 90 organizações criminosas em atuação no país.
De acordo com o relatório, esses grupos vêm ampliando sua atuação para além das práticas ilegais tradicionais, com presença crescente em setores da economia formal, como combustíveis, transporte e agronegócio.
Tema deve marcar o debate eleitoral
Com o aumento da percepção de insegurança e a expansão das organizações criminosas, a segurança pública tende a ocupar posição central no debate eleitoral nos próximos meses.
A expectativa é de que propostas voltadas ao combate ao crime organizado e ao fortalecimento das forças de segurança ganhem espaço nas agendas dos candidatos à Presidência da República.

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