Em resposta à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que deu cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre um pedido de prisão contra ele por suposta coação no curso do processo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que tal ação possui motivação política.
O que motivou o pedido de prisão
A iniciativa partiu de uma ação movida pelo PT e pelo PSOL, que acusam Eduardo Bolsonaro de ter atuado favoravelmente a sanções impostas pelos EUA para interferir nos julgamentos de acusados de envolvimento na suposta tentativa de golpe, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Moraes, ao determinar o prazo para manifestação da PGR, considerou elementos como risco à ordem pública, instrução processual ou aplicação da lei penal.
Além disso, os autores da ação pedem também o bloqueio de salários e verbas indenizatórias de Eduardo.
Para garantir que ele responda à acusação, o STF notificou o deputado via edital, diante da dificuldade de localizá-lo pessoalmente.
A reação de Eduardo Bolsonaro
Nas redes sociais, Eduardo classificou o movimento como perseguição visando as eleições de 2026. Segundo ele:
“Depois que Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão, adivinhe quem eles querem prender agora? As eleições presidenciais brasileiras são em 2026 e o Supremo Tribunal Federal não quer um Bolsonaro nas urnas.”
Ele sugere que o pedido de prisão tem caráter político e estaria vinculado ao panorama eleitoral futuro.
O que esperar nos próximos dias
- A PGR agora tem cinco dias para apresentar sua posição formal — aceitar ou rejeitar o pedido de prisão.
- Se a manifestação for favorável, o STF poderá autorizar a medida ou rejeitá-la.
- A mobilização política será intensa: acusações de motivação eleitoral e questionamentos sobre independência institucional ganharão força.
- Consequências políticas: o episódio pode ampliar o clima polarizado no Brasil, especialmente para o plano eleitoral de 2026.
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