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EUA rotulam Maduro como “terrorista” e ampliam cerco militar na América do Sul


 
Os Estados Unidos classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira, alegando que o grupo — descrito como uma rede ligada ao narcotráfico dentro das Forças Armadas venezuelanas — inclui Nicolás Maduro e autoridades de alto escalão do regime. A medida intensifica a pressão internacional sobre Caracas e abre caminho para novas sanções relacionadas ao terrorismo.
O governo venezuelano reagiu imediatamente. Em nota oficial, o chanceler Yvan Gil chamou a decisão americana de “ridícula” e disse que o suposto cartel é “inexistente”, acusando Washington de inventar justificativas para uma “intervenção ilegal e mudança de regime”.
Apesar da troca de acusações, especialistas afirmam que a designação tem validade jurídica: ela permite ampliar sanções, bloquear bens, congelar ativos e isolar Maduro diplomática e financeiramente — embora não autorize automaticamente o uso de força militar.
A decisão ocorre no momento em que os EUA ampliam sua presença militar na região. A chamada Operação Lança Sul já mobiliza mais de uma dúzia de navios de guerra e cerca de 15 mil soldados, segundo o Pentágono. Em paralelo, operações antidrogas americanas têm resultado em dezenas de mortes em abordagens no Caribe.
Fontes americanas afirmam que Trump recebeu propostas de ação direta contra o regime venezuelano — incluindo ataques a instalações militares e operações especiais — mas a Casa Branca diz que a meta é forçar a renúncia de Maduro sem intervenção armada, através de cerco diplomático, econômico e militar.
A escalada marca um dos momentos mais tensos da crise venezuelana em anos e reacende o debate sobre até onde Washington está disposto a ir para derrubar o regime aliado de Cuba, Rússia e Irã.

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